Presidente do Metabase diz que diretoria da Vale não atende Itabira
O vereador e presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, falou na tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, ao programa Plantão da Cidade, da Rádio Itatiaia. Durante a entrevista, o parlamentar/sindicalista reclamou do distanciamento da diretoria executiva da Vale para com Itabira, cidade onde a empresa nasceu em 1942. O vereador não […]
O vereador e presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, falou na tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, ao programa Plantão da Cidade, da Rádio Itatiaia. Durante a entrevista, o parlamentar/sindicalista reclamou do distanciamento da diretoria executiva da Vale para com Itabira, cidade onde a empresa nasceu em 1942.
O vereador não citou, mas sabe-se que o prefeito Ronaldo Magalhães tem tentado sem sucesso, já há algum tempo, um encontro com os diretores nacionais da Vale. A empresa também não explicou as razões de, até o momento, não ter agendado uma visita de seus diretores principais a Itabira, onde estão grandes barragens da mineradora.
Ao falar do temor da população com as barragens mantidas pela mineradora na cidade, André afirmou que a alta cúpula da Vale, instalada no Rio de Janeiro, não atende às procuras de Prefeitura e Câmara. “A Vale tem se mantido muito alheia a esse assunto enquanto diretoria. Até hoje, a diretoria não procurou a Prefeitura. A Prefeitura, a Câmara e autoridades já procuraram a diretoria, mas não foram respondidos”, se queixou André Viana. Segundo ele, apenas a gerência local tem apresentado reciprocidade com as autoridades políticas.
“A nível nacional, a diretoria executiva da Vale tem se mantido distante das comunidades que clamam por respostas”, continuou o sindicalista. Na principal rádio do Estado, ele chamou atenção para as barragens de Itabiruçu e Pontal, que juntas acumulam cerca de 400 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro.
Outro ponto abordado na entrevista foi a demora para a implantação do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) que só nessa quarta-feira, 27 de fevereiro, começou a ser colocado em prática nas chamadas zonas de autossalvamento (ZAS), aquelas localizadas a cerca de 10 quilômetros das estruturas de contensão de rejeitos.
“O que nós pedimos é que a empresa ouça o município e dê respostas que vão além de um simples PAEBM feito a toque de caixa”, reclamou o vereador, que também lembrou a previsão de exaustão da mineração em Itabira, marcada para 2028. “O que a Vale deixará para Itabira? Uma cidade devastada ambientalmente, sem água e cercada de barragens-bombas? É isso?”, questionou.