Presidente do Sindiextra afirma que MG é o estado que mais pode sofrer com a crise

O presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), José Fernando Coura, demonstrou temor e insegurança ao avaliar os reflexos na economia de Minas Gerais da crise mundial financeira. Ele disse, em entrevista à CBN, nesta segunda-feira, 3 de novembro, que o estado é o que pode mais sofrer com o […]

O presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), José Fernando Coura, demonstrou temor e insegurança ao avaliar os reflexos na economia de Minas Gerais da crise mundial financeira. Ele disse, em entrevista à CBN, nesta segunda-feira, 3 de novembro, que o estado é o que pode mais sofrer com o cenário de instabilidade.
 
“Minas Gerais é o estado que vai mais sofrer. Se a Vale, a melhor mineradora do mundo, e empresas como a ArcelorMittal, já sentiram o efeito da crise, imagine empresas de menor porte e que vendem para as maiores”, disse. Ele afirmou que a cadeia produtiva das indústrias automobilística e da linha branca, como geladeira e fogões, já sentem o efeito do pessimismo da economia mundial. O executivo aconselhou cautela nessa época.
 
“Não é o momento do cidadão programar dívidas. Temo ainda o Governo do Estado criar uma reforma tributária e onerar ainda mais a carga de impostos das empresas. Torço para que isso não aconteça”, lembrou o presidente do Sindiextra, que fez questão de salientar que as empresas afetadas pela crise estão sem perspectivas de investimentos para os próximos seis meses.
 
Diversificação
 
Fernando Coura não soube precisar o término da crise, mas disse que acredita que a reversão do cenário pode acontecer a partir de 2010. Sobre a busca por uma saída para essa redução de investimentos, o executivo afirmou que acredita em cidades mineradoras que apostam na diversificação de investimentos. Citou Nova Lima, como exemplo.