Processo por assédio mantém Agnaldo Enfermeiro no presídio
O vereador, que está afastado do cargo, responde a dois processos judiciais e o benefício da prisão domiciliar foi concedido somente em um deles

O vereador Agnaldo Vieira Gomes “Enfermeiro”, de 40 anos, mesmo conseguindo o benefício da prisão domiciliar, permanece recluso no Presídio de Itabira. Segundo apurado por DeFato Online, o parlamentar responde a dois processos e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu o benefício somente em um deles.
O parlamentar, que ficou foragido da justiça por cerca de oito meses, está preso desde o dia 5 do mês passado, quando foi abordado por policiais militares em um restaurante no bairro chapada. Agnaldo Gomes é investigado pelo crime de “rachadinha” e assédio sexual.
A defesa do vereador conseguiu o benefício da prisão domiciliar no processo da “rachadinha” e o alvará de soltura foi expedido na última segunda-feira (6), porém Agnaldo Enfermeiro permanece preso devido ao processo em que é investigado pelo crime de assédio sexual contra uma ex-funcionária de seu gabinete, que também teria ocorrido na Câmara da cidade.

O processo ao qual Agando Enfermeiro responde por assédio segue em segredo de Justiça. A servidora em questão pediu exoneração do cargo que ocupava em dezembro de 2018. Em conversa com DeFato Online no ano passado, ela relatou algumas das ações do vereador afastado.
Segundo ela, Agnaldo Enfermeiro a vigiava ao ir ao banheiro, não deixava que ela conversasse com outros vereadores e pedia que não fosse trabalhar quando ele não estava na Câmara. “Ele já pegou celular de um vereador pra ver se tinha conversa minha. Falava que eu tinha um caso com a secretaria. Não deixava nós duas executarmos os serviços juntas. Vigiava minha vida no Facebook”, disse a ex-servidora.




