Samuel Carlos lança candidatura e fala em administração participativa na Lifa

Samuel (d) e Paulo formaram chapa para concorrer à diretoria da Lifa

Samuel Carlos lança candidatura e fala em administração participativa na Lifa
O advogado e radialista Samuel Carlos de Pádua reuniu dirigentes de clubes amadores de Itabira na noite dessa quinta-feira, 16 de junho, para lançar sua candidatura à presidência da liga que administra o esporte no município, a Lifa. O candidato apresentou alguns membros de sua chapa e disse que, se eleito, fará uma administração participativa, com oportunidades para que todas as agremiações opinem. Por mais que os participantes dissessem que não estavam ali para falar mal do atual presidente, Francisco das Graças Bernardino, o Natinho, algumas críticas foram feitas, sobretudo com relação à sua maneira de administrar a Lifa.
 
Samuel apresentou que seu candidato a vice-presidente será Paulo Roberto de Moraes, ex-presidente do São Lourenço. O radialista definiu o parceiro como pessoa de extrema confiança. “Conheço o Paulo há tempos. Ele é uma pessoa responsável. É o perfil de pessoa que nós precisamos dentro da Lifa”, comentou o candidato a presidente.
 
As eleições da Liga Itabirana de Futebol Amador ocorrem em novembro. Apesar do pleito estar relativamente distante, Samuel considera que este é o momento exato para lançar a candidatura. “Não estamos com o intuito de largar na frente de ninguém, mas entendemos que esse é o momento certo para se começar a discutir um novo rumo para a entidade”, afirmou. De acordo com o radialista, outros convites já tinham sido feitos a ele para que tentasse assumir a Lifa. “A princípio, rejeitei. Mas depois amadureci a ideia e vi que poderia dar minha parcela de contribuição”, comentou.
 
Samuel disse que, se eleito, vai fazer uma gestão participativa e moderna, “sem o braço forte do presidente”, como definiu. Como propostas, sugeriu a realização de um seminário para mostrar a importância da prática esportiva, resgatar o Departamento de Árbitros, remontar o Tribunal Pleno da Lifa e reativar as comissões dentro da entidade. “Para presidir a Lifa, não tem mistério: é só respeitar o Código de Justiça Desportiva e o estatuto da liga”, resumiu o candidato.
 
O candidato disse que ainda não definiu toda a chapa, mas que já sabe que seu grupo terá a presença do ex-dirigente do Vila Nova, José Antônio Pinto Fernandes, o Dorré, e de Nivaldo do Manganês. Segundo Samuel, o último nem foi convidado ainda, mas já está intimado a participar.  
 
Críticas
 
Samuel Carlos começou sua fala comedido, enfatizando que não estava ali para falar mal da atual administração. O candidato só elevou um pouco o tom mais pelo fim do encontro, quando demonstrou preocupação com a realização do Campeonato Amador neste ano. Porém, antes dele, companheiros de chapa trataram de mostrar a insatisfação com o trabalho de Natinho.
O primeiro foi o ex-dirigente do Vila Nova, José Antônio Pinto Fernandes, o Dorré. Com seu jeito que já é característico nas reuniões da Lifa, ele demonstrou descontentamento com a atual administração. “Tínhamos uma esperança de que as coisas seriam diferentes, mas, infelizmente, não deu certo”, lamentou. Em suas palavras, Dorré deixou claro que considera a gestão de Natinho individualista. “No futebol amador quem manda são os clubes, não o presidente”, afirmou, ao abordar a polêmica em torno da inscrição da liga junto ao Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, que o atual presidente não quis fazer e, por isso, recursos da Prefeitura não podem chegar à entidade.
 
Samuel falou ao fim do encontro. Ele comentou que os clubes pediram que uma assembléia fosse marcada para deliberar se a entidade deveria ou não se inscrever e que o atual presidente não permitiu que isso acontecesse. Ao lembrar que, segundo o estatuto da Lifa, a assembleia de clubes é o primeiro poder dentro da entidade, o candidato afirmou que Natinho passou por cima das regras. “Isso me entristece. Não pode passar por cima do estatuto dessa maneira”, criticou.