Sindicato quer salário de R$ 2,1 para motorista e R$ 1.050 para cobrador

Cáscio Cota comanda as negociações para o Acordo Coletivo dos trabalhadores da Transportes Cisne

Sindicato quer salário de R$ 2,1 para motorista e R$ 1.050 para cobrador
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Itabira (Sinttroita) se reuniu em assembleia na noite dessa quarta-feira, 15 de janeiro, na sede da entidade, para definir a pauta de reivindicações do Acordo Coletivo da Transportes Cisne deste ano. As principais reivindicações aprovadas foram aumento salarial de R$ 1.350,00 para R$ 2.100,00 para os motoristas e de R$ 680,00 para R$ 1.050,00 para os cobradores.
 
A categoria também pede aumento no tíquete alimentação, que atualmente tem o valor de R$ 265,00, para R$ 500,00. Dentre outras reivindicações, estão: instalação de banheiros nos pontos finais; fornecimento de lanche no primeiro turno de trabalho, às 5h; transporte dos trabalhadores que moram no Chapada e no final do Praia; e blusa de frio como parte do uniforme.
 
De acordo com o presidente do Sinttroita, Cáscio Cota, ainda será feita a redação final da pauta. Assim que a formatação estiver pronta, será entregue à empresa. A data-base da categoria é fevereiro.
 
A primeira rodada de negociações deve acontecer ainda este mês e a expectativa é que siga com um bom andamento. O sindicalista explicou que o valor pedido para o motorista é o piso e equivale ao salário médio do mercado. “A nossa forma de trabalhar é tentar sempre o diálogo, mas, para que as coisas avancem, depende mais da empresa. Vamos aguardar”, comentou.
 
Acordo 2013
 
No ano passado, as negociações do Acordo Coletivo duraram pouco mais de dois meses, com direito a greve, paralisações e operação tartaruga. Enquanto a situação não se resolvia, a população foi penalizada com a falta de algumas linhas do transporte coletivo que pararam de circular e outras que passavam nos pontos completamente fora dos horários habituais.
 
O valor da passagem também foi um tema bastante discutido. Chegou-se a falar em reajuste de R$ 2,70 para R$ 3,10. Segundo a Cisne, esse preço seria o ideal, alegando que último aumento na tarifa de transporte público concedido pelo governo municipal ocorreu em janeiro de 2011, e que em razão disso a empresa vinha tendo prejuízo já há alguns anos.
 
Em resposta a esta questão, o Sindicato respondia que não se pode condicionar o  Acordo Coletivo com reajuste de passagem. Que são assuntos completamente distintos e devem ser tratados separadamente.