Sócio, irmã e mulher de Madoff mineiro devem se entregar nesta segunda
A defesa do ex-investidor Thales Maioline tenta retirar a pecha de maior golpista do país que pesa sobre o acusado sustentando que ele tentou salvar a empresa e evitar o calote até o último momento, mas vê o cerco da polícia e da Justiça se fechar. O desembargador Antônio Armando dos Anjos negou pedido de […]
Já os três foragidos ligados diretamente a ele, com mandado de prisão decretado desde sexta-feira, se apresentam nesta segunda-feira à tarde para a polícia, conforme garante o advogado de defesa Marco Antônio de Andrade. São eles: o ex-sócio e amigo Oséas Marques Ventura, a mulher, Maria Aparecida Oliveira Santos Maioline, e a irmã de Thales, Ianny Márcia Maioline. Além deles, está preso desde sexta-feira Nelson Lázaro Diniz, acusado de vender duas picapes Toyota Hilux bloqueadas pela Justiça. A polícia procura ainda por Rodrigo Simplício da Silva, estagiário de direito na Firv, empresa do Madoff mineiro.
Antes de ficar foragido 140 dias na Bolívia, Maioline declarou à Polícia Civil ter tentado salvar a empresa com um projeto de recuperação, que envolvia aplicar dinheiro em megaempreendimentos, inclusive em reflorestamento na região da Floresta Amazônica, avaliado em R$ 90 milhões, cujo lucro real daria suporte e lastro aos investimentos virtuais em aplicações financeiras na bolsa de valores.
Com atuação desde 2006, Maioline soube no início do ano que a empresa poderia falir. A tentativa de aplicar em investimentos reais foi para conseguir lastro em bens e continuar tocando o negócio. Mas o argumento dele é que foi atropelado, entretanto, por uma reclamação de cliente no Procon de Itabira, que desembocou no alerta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informando investidores que a Firv não tinha licença para operar como pessoa jurídica, nem com dinheiro de terceiros.
Para ser aceito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como operador pessoa jurídica, transformou a empresa em sociedade anônima. “Chegou a aplicar R$ 1 milhão no Banco do Brasil, conforme determinação da Lei das SA’s de dar contrapartida de 10% do capital da empresa”, revela representante do escritório de advocacia Brugnara Advocacia e Consultoria Empresarial, contratado na época.