Super El Niño matou 50 milhões de pessoas no mundo entre 1876 e 1878
Para o período atual de 2026-2027, agências como a NOAA indicam a evolução de um forte aquecimento do Oceano Pacífico
O histórico Super El Niño de 1876-1878 provocou secas globais massivas e graves crises de fome que dizimaram cerca de 50 milhões de pessoas no mundo. Para o período atual de 2026-2027, agências como a NOAA indicam a evolução de um forte aquecimento do Oceano Pacífico, exigindo prevenção rigorosa na agricultura e gestão de riscos.
O fenômeno gerou falhas catastróficas nas monções da Ásia e secas severas na África e nas Américas, quebrando lavouras e resultando em mortalidade estimada em cerca de 4% da população mundial da época.
Para dimensionar a magnitude da tragédia, se o mesmo percentual de mortalidade fosse aplicado à população mundial atual, as perdas seriam superiores a 250 milhões de pessoas, mais que toda a população brasileira.
À época, cidades inteiras perderam mais de 50% dos seus habitantes, levando a um colapso social marcado por suicídios em massa e surtos documentados de canibalismo diante da paralisia logística do Estado imperial.
No Brasil, cerca de 500 mil pessoas morreram em razão da Grande Fome de 1878, e o Nordeste e partes do Norte sofreram com quebras drásticas de safra, resultando na perda de milhares de vidas pela fome e sede.
Modelos científicos apontam riscos de anomalias expressivas de temperatura na superfície do mar, com projeção de esse ciclo permanecer até o início de 2027.
No Brasil, o fenômeno acentua o risco de secas na Amazônia e no Nordeste, além de chover mais ou alterar o regime de chuvas no Sul do Brasil durante a primavera.
Hoje, o principal alerta recai sobre o agronegócio, diante do potencial aumento dos custos de produção, podendo encarecer os alimentos ao consumidor.