Tanqueiros seguem em carreata para a cidade administrativa; veja o vídeo

Eles estavam parados em Betim, protestando contra o aumento do combustível, desde a meia noite dessa quinta-feira (25)

Tanqueiros seguem em carreata para a cidade administrativa; veja o vídeo
Foto: Dudu Barbatti/TV Globo

Os caminheiros que fazem o transporte de combustível no Estado, mas conhecidos como tanqueiros, anunciaram nessa quarta-feira (24) uma paralisação em protesto pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o óleo diesel. A manifestação que estava concentrada desde às 9h, próxima a uma das entradas da fábrica da Fiat, em Betim, saiu em carreata até a Cidade Administrativa. A ideia é pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria. Veja o vídeo.

De acordo com o presidente Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTaque), Irani Gomes, o movimento vai ocorrer de forma pacífica. “Nós estamos a quase uma década tratando com o governo a respeito da alíquota do ICMS sobre o combustível (Diesel). Ela foi elevada de 12% para 15% e nós estamos hoje com uma precificação da Petrobras do óleo diesel que sobe a cada semana”, explica.

O líder sindical também destacou que o governo se esforça muito pouco para atender à categoria. “Mediante isso, resolvemos cruzar os braços. Não entregar combustível em postos de gasolina e aeroportos, até que o governo se comova com a situação que a categoria vem passando com os combustíveis com o preço alto do jeito que está”, pontuou Irani Gomes.

A manifestação é acompanhada por um forte esquema de segurança mobilizado pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal. A previsão é que, durante o trajeto até Cidade Administrativa, os caminhoneiros promovam um buzinaço para chamar a atenção.

Estado de greve

Desde a última terça-feira (23), os transportadores de combustível estão em estado de greve. Ou seja, os tanqueiros podem, a qualquer momento, efetivamente deflagar greve. A decisão pode ser tomada ainda hoje, dependendo da decisão tomada em assembleia do sindicato. Ela acontecerá após o protesto e dependerá da resposta do governo estadual sobre o assunto.