Taxistas lotam Câmara para pressionar e recebem apoio de vereadores
Plenário lotado por taxistas na tarde dessa terça
O ponto mais polêmico do projeto é o que regulamenta a licitação para a distribuição das placas de táxis em Itabira. Pela matéria, todas as atuais concessões seriam suspensas e um processo seria coordenado pela Prefeitura para novas distribuições. Os taxistas entendem que os que já estão no ramo há mais tempo não podem entrar na licitação nas mesmas condições que os novos postulantes às placas.
“Precisamos ter tranquilidade para trabalhar. Nós não fomos notificados e não sabíamos de nada que estava sendo feito. Estamos mobilizados, mas ainda bastante apreensivos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Taxistas de Itabira, Élcio Lage. Ele ficou satisfeito pelo projeto não ter entrado em pauta na Câmara, no entanto, cobrou mais participação da classe nas discussões e disse que, se for preciso, vai até contratar uma assessoria jurídica para auxiliar os trabalhadores.
O presidente da Câmara, Geraldo Torrinha (PDT), disse que as comissões do Legislativo vão analisar bem a matéria antes que ela seja votada. “É um projeto polêmico, mas que é uma exigência do Ministério Público. O que nós queremos é estudar todas as maneiras possíveis para melhorar as condições de trabalho desses taxistas. Nós vamos marcar reuniões com eles e não temos pressa em votar, até porque não é um projeto que veio com pedido de urgência por parte da Prefeitura”, disse o pedetista.
Outros vereadores também manifestaram apoio. Ilton Magalhães (PR) disse que acha difícil que o MP aceite que os atuais taxistas entrem com pontuação diferenciada na licitação, como pede o sindicato. Mesmo assim, afirmou que torce para que isso aconteça. Já o companheiro dele de partido, José Celso de Assis, lembrou que já foi taxista e disse que a Câmara vai fazer “a coisa justa”.
O vereador da oposição, Tião da Antena (PP), criticou a Prefeitura por elaborar o projeto sem consultar os taxistas. “Ruim elaborar uma matéria sem ouvir os afetados. Aí manda para a Câmara e nós temos que arrumar a casa. Não vamos deixar que empurrem o projeto goela abaixo”, afirmou. Outro opositor, Paulo Chaves (PSDB), comentou que o PL 28/2012 não deve tramitar enquanto não houver um posicionamento do Ministério Público.
Élson Sá (PMDB) disse que o projeto ainda vai se arrastar na Câmara e que, se for preciso, até uma Audiência Pública será organizada pelo Legislativo para debater o assunto. Já Solimar da Silva (PSDB) elogiou a mobilização da categoria e completou que nenhum projeto vai ser votado no Legislativo para prejudicar alguém.