Título alemão tem festa também em Itabira
Mirco, Josy e a pequena Anna Ellen: torcida alemã em Itabira
Quando Mario Götze conseguiu vencer o goleiro Romero aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação e marcou o gol que deu o título da Copa do Mundo à Alemanha, uma família de Itabira comemorou muito. Na casa de Mirco Flemming, a torcida era toda para equipe europeia. Também pudera. Há quatro anos na terra de Drummond, o empresário germânico teve na competição de futebol uma grande oportunidade de estar mais perto de seu país de origem.
Mirco é proprietário da empresa InVitro Diagnóstica, fábrica de equipamentos e reagentes para laboratórios localizada no Distrito Industrial de Itabira. Casado com a itabirana Josy Amorim, a família é completa com a pequena Anna Ellen. “Lá em casa, todos torcemos pela Alemanha, até a Josy. Fiquei muito feliz, porque vi o meu país ser campeão no país que eu escolhi para morar”, comentou, em português fluente carregado por um forte sotaque alemão.
O empresário e o pai Wolfgang Flemming estiveram no Mineirão, em Belo Horizonte, e assistiram de perto a fatídica vitória da Alemanha sobre o Brasil por 7 a 1, pela semifinal da Copa. “Torci muito pela Alemanha, mas o Brasil não merecia perder daquela maneira. Poderia ter sido 1 a 0, ou 2 a 1 que a gente estaria classificado do mesmo jeito. Fiquei triste pelos brasileiros”, disse.
A partida final foi assistida pela família em Porto Seguro, na Bahia, quase ao lado de onde a Seleção Alemã se hospedou, em Santa Cruz de Cabrália. “Estivemos lá no Campo Bahia (concentração da Alemanha), mas não conseguimos entrar. Só vi os jogadores dentro do ônibus”, contou. “Porto Seguro está uma festa. Aqui todo mundo torcia para a Alemanha ganhar da Argentina”, completou.
Natural da cidade de Ravolzhausen e torcedor do Eintracht Frankfurt, Mirco diz estar bem adaptado à vida em Itabira, apesar das diferenças comportamentais entre os brasileiros e os alemães. “No coração as pessoas do Brasil são como os alemães. Então, não é difícil”, conclui.