TJMG aponta que Paola Stefany tinha capacidade mental ao matar casal de idosos em Belo Horizonte

O crime ocorreu no dia 29 de junho em um apartamento situado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital

TJMG aponta que Paola Stefany tinha capacidade mental ao matar casal de idosos em Belo Horizonte
Foto: Reprodução

O laudo de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, concluído nesta quinta-feira (17), apontou que a diarista possuía plena capacidade de compreender o caráter ilícito de suas ações quando cometeu o duplo latrocínio de um casal de idosos em Belo Horizonte. Os exames periciais foram realizados após determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acolheu o pedido de abertura de incidente de insanidade mental.

O crime ocorreu no dia 29 de junho em um apartamento situado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital. Paola Stefany confessou ter dopado e assassinado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, durante seu primeiro dia de trabalho na residência das vítimas.

Durante a avaliação psiquiátrica, a ré afirmou ter agido sob influência de vozes e alucinações. Contudo, a junta médica responsável pelo laudo concluiu que a investigada demonstrou organização psíquica e coerência lógica durante os exames, classificando a alegação de sintomas psicóticos como inconsistente e teatralizada.

Os peritos descartaram a presença de esquizofrenia, surtos psicóticos ou transtornos graves de humor no momento do crime. O laudo indicou apenas quadros de uso nocivo de medicamentos, transtorno do jogo patológico e acentuação de traços de personalidade, elementos que não anulam a responsabilidade penal da acusada.