Vai faltar água?
Durante o ano de 2002, DeFato debateu com frequência um problema que com o passar dos anos torna-se cada vez mais sério, especialmente em Itabira: a falta de água. Foi naquele ano que a Companhia Vale do Rio Doce pediu autorização ao Conselho de Política Ambiental (Copam) para rebaixar o lençol freático do município. […]
Durante o ano de 2002, DeFato debateu com frequência um problema que com o passar dos anos torna-se cada vez mais sério, especialmente em Itabira: a falta de água. Foi naquele ano que a Companhia Vale do Rio Doce pediu autorização ao Conselho de Política Ambiental (Copam) para rebaixar o lençol freático do município. A solicitação recendeu o debate sobre a escassez de água.
A utorização foi concedida à Vale logo no início do ano. A empresa rebaixou o nível de água do Complexo Minerador de Itabira à cota de 680 metros acima do nível do mar. Como no início da mineração o nível estava na cota 880, estimava-se o limite de 200 metros de rebaixamento total.
Na edição de fevereiro, uma matéria de DeFato mostrou que a situação de Itabira com relação ao abastecimento de água só não era mais preocupante porque o crescimento da população ficou estagnado no fim dos anos 90. Também eram discutidas o cumprimento das condicionantes da Vale relacionadas ao abastecimento.
Na edição de setembro, a equipe de DeFato foi até a cidade de Engenheiro Caldas, na região do Vale do Rio Doce, e voltou com uma constatação preocupante: por causa do rebaixamento do lençol freático que também aconteceu por lá, a principal lagoa do município secou completamente.
A discussão sobre a água chegou também até a cidade de Santa Maria de Itabira. A preocupação era com a alteamento da Barragem de Santana. A mineradora Vale pediu autorização à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) para subir o nível da barragem em seis metros. Na cidade, a apreensão era quanto a inundação, por causa do rio Jirau que corta a cidade.