Vale deixa de ser estatal

O que era temido pelas lideranças políticas municipais e regionais e por boa parte da população itabirana aconteceu no dia 6 de maio de 1997: a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foi privatizada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na edição de junho, DeFato entrevistou o membro do Conselho de Administração da empresa, […]

O que era temido pelas lideranças políticas municipais e regionais e por boa parte da população itabirana aconteceu no dia 6 de maio de 1997: a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foi privatizada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na edição de junho, DeFato entrevistou o membro do Conselho de Administração da empresa, Francisco Valadares Póvoa, que morou por muito tempo em Itabira e era cidadão honorário do município. Ele afirmou que a cidade ainda seria importante para a mineradora por muito tempo.

Em Itabira, antes do anúncio da venda, ainda houve uma nova tentativa de protesto, em 14 de março, com presenças de lideranças políticas nacionais. O leilão estava inicialmente marcado para o dia 29 de abril, mas ações na justiça arrastaram a transação para que a empresa deixasse de ser estatal.
 
Passada a venda, o posicionamento do município era não perder o contato e nem deixar que Itabira fosse prejudicada com a venda. Em evento no Plenário da Câmara, organizado pelo Sindicato Metabase em outubro de 1997, foi montado um grupo de trabalho para deliberar sobre como a cidade iria agir.
 
Em outra reunião, no dia 25 de novembro, ficou definido que a Agência de Desenvolvimento de Itabira iria voltar a funcionar. Os representantes ainda queriam uma reunião com o presidente do Conselho de Administração da privatizada Companhia Vale do Rio Doce, Benjamin Steinbruch. (Leia mais sobre os acontecimentos dos últimos 20 anos na edição 241 da revista DeFato).