Vereadores querem mais explicações sobre doação de terreno para distrito industrial
Elson Sá foi à reunião explicar o projeto. Mesmo assim, vereadores ficaram em dúvida
O projeto de lei que autoriza a doação de um terreno da Vale, de 291,5 hectares, à Prefeitura de Itabira, continua travado na Câmara Municipal. A reunião de comissões desta semana contou com a presença do recém-nomeado secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Elson Sá, mas ainda ficou pergunta sem resposta.
São três itens questionados: o primeiro está relacionado aos passivos ambientais, que, pelo projeto, serão herdados pelo município. O outro diz respeito à proibição de captar água na Barragem Santana. E o terceiro determina que a Vale precisa autorizar o município a ceder ou doar lotes no distrito para empresas.
Em relação ao passivo ambiental, Elson Sá disse a situação é tranquila. O secretário garantiu que a área é preservada e há apenas plantação de eucalipto – que a Vale já está colhendo.
Sobre a proibição de tirar água da barragem, Elson esclareceu que Itabira já obteve da Vale a autorização para captar 100 litros por segundo no local. A obra, inclusive, deve ser licitada em breve. A proibição que diz no texto deve-se a novas captações. O secretário afirmou ainda que, caso haja necessidade, o distrito industrial pode operar com poços artesianos.
Sobre o último e mais polêmico tópico, o que limita a autonomia da Prefeitura em doar ou ceder área para as empresas interessadas no distrito, Elson ficou em dúvida e precisou fazer algumas ligações. No final, o projeto acabou não sendo liberado para votação na próxima semana.
Mega distrito
O terreno onde Itabira pretende construir um dos maiores distritos industriais de Minas Gerais fica na Fazenda Palestina, próximo à Barragem Santana, abaixo do bairro Pedreira. Tem 291,5 hectares e vale cerca de R$ 2,3 milhões. O projeto começou a ser desenvolvido durante a gestão de Reginaldo Calixto na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e já tem uma lista de empresas, dos mais variados segmentos, interessadas em investir no local.
No distrito serão construídos também um Centro de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos e um Centro de Tratamento de Resíduos da Construção Civil. Os recursos para tal empreendimento, da ordem de R$ 8 milhões, já estão assegurados.