Apesar das chuvas, racionamento continua em Itabira, diz presidente do Saae

Jacir acredita que se a chuva continuar, em duas semanas o Saae irá suspender todas as manobras

Apesar das chuvas, racionamento continua em Itabira, diz presidente do Saae
O conteúdo continua após o anúncio


Devido à escassez de chuvas, Itabira vivenciou um racionamento de água, que começou no dia 15 de setembro. No dia do aniversário da cidade, o prefeito Damon de Sena, decretou situação de emergência por causa da longa estiagem que atingiu o município e região. Quase três meses após o controle, a situação ainda não está 100% confortável e o racionamento continua.

Em conversa com o diretor presidente do Saae, Jacir Primo, na manhã dessa segunda-feira, 1º de dezembro, ele informou que mesmo com as chuvas quem têm caído sobre Itabira, o racionamento propriamente dito ainda não acabou, até que se tenha certeza de que a produção de água voltou ao normal. “Essas chuvas vêm e num primeiro momento a produção volta ao normal, mas tão logo o sol volta forte, por incrível que pareça, os mananciais baixam com muita rapidez, ainda mais na região da Pureza”, explicou.

Mas Jacir acredita que se a chuva continuar, em duas semanas o Saae irá suspender todas as manobras, ou seja, fechar a parte baixa de alguns bairros e alimentar a parte alta e depois fazer o inverso. Ele esclarece que as manobras são feitas quando há um volume muito baixo nos reservatórios, especialmente os que atendem os mananciais da Pureza.

O chefe da pasta disse que por enquanto, mesmo quando acabar o racionamento, as pessoas têm que continuar economizando, fazendo disso um hábito diário. “Mesmo sem o racionamento, com a produção normal, as pessoas têm que tentar economizar, é importante que haja uma mudança de cultura e também de atitude na população e gastar o que realmente é necessário”, orienta.

Desde que foi anunciado o racionamento na cidade, diversos internautas encaminharam flagrantes do desperdício. Por meio de fotos, os “patrulheiros” denunciavam atitudes de pessoas lavando carros e passeios com as mangueiras, vazamentos em casas, empresas e prédios públicos e vazamentos até mesmo em tubulações do próprio Saae.

Situação é crítica na barragem da Pureza, responsável por abastecer mais da metade da cidade (Foto: DeFato)