Vereador intercede pelos orelhões em Itabira. Você ainda usa?
Em Itabira, é difícil achar um telefone público que funcione

Em tempos de celulares, smartphones e tablets, o uso do telefone público, lançado no Brasil na década de 1920, está cada vez menos frequente. Com poucos clientes, as empresas responsáveis pela serviço também não se preocupam em recuperar os terminais danificados e abastecer os comércios com os cartões indispensáveis às ligações. Mesmo assim, ainda tem gente que usa.
Depois de receber reclamações de várias pessoas em seu gabinete, o vereador itabirano Solimar José da Silva resolveu solicitar ao chefe do Poder Executivo intervenção em favor dos orelhões. Sua indicação foi aprovada por unanimidade na reunião da Câmara Municipal desta semana. Segundo o vereador, a intenção é que o prefeito repasse a solicitação à empresa responsável. “Dá mais peso”, disse ele.
Andando pela cidade, é fácil encontrar telefones danificados, vandalizados e com outros defeitos. Difícil mesmo é conseguir algum estabelecimento que venda os cartões ou deparar com um terminal que funcione. Solimar disse também que já tentou com a Oi instalação de telefones públicos em áreas rurais do município, mas a resposta foi “não”. “Não era interesse deles. Queriam colocar antena para celular”, comentou.
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Há 90 anos
O telefone público faz parte da vida da população brasileira desde 1920, quando já se tinha notícia sobre a utilização de aparelhos conhecidos como semi-públicos. No entanto, foi em 1934 – quando a Companhia Telefônica Brasileira (CTB) instalou na cidade de Santos, em São Paulo, os primeiros Telefones Públicos de Pagamento Antecipado – é que sua história começou de verdade.
A princípio, eles ficavam em postos telefônicos e estabelecimentos credenciados, como bares, cafés e padarias. Junto a eles havia uma caixa coletora de moedas, e as ligações eram realizadas com a ajuda de uma telefonista. Somente em 1971 os telefones públicos começaram a ocupar as calçadas. Primeiro foram instaladas em São Paulo 13 cabines circulares feitas com vidro e acrílico. Essa experiência não deu muito certo, porque as cabines eram usadas inadequadamente. Mas, ainda assim, era preciso encontrar uma alternativa eficaz, resistente e econômica para atender à população.
Em 1970 a arquiteta e chefe da Engenharia de Prédios da CTB, Chu Ming, percebeu que a empresa buscava uma alternativa para substituir as cabines cilíndricas. Foi assim que ela deu início a um projeto onde um abrigo oval em fibra de vidro era acoplado a um suporte de metal. Ideal para atender à necessidade da empresa.