Comandante acredita que Itabira receberá mais bombeiros até o fim do ano
Comandante Washington (segundo dir. p/ esq.) também vai a campo quando há muitas ocorrências

Com apenas 26 profissionais que se revezam cotidianamente na escala de plantão, o Corpo de Bombeiros de Itabira está precisando há tempos de um reforço no efetivo. O comandante da corporação, tenente Eliseu Washington Gonçalves Marques, está esperançoso de que até o fim do ano pelo menos mais 15 militares integrem a equipe.
A esperança está nos formandos da escola de soldados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que vai entregar, em outubro, diplomas a aproximadamente 900 profissionais. Os recém-formados serão distribuídos em todo o estado, e do total 30 estão cotados para trabalhar em João Monlevade. Mas como na cidade vizinha o pelotão só existe no papel, o comandante itabirano pleiteia pelo menos metade desta equipe.
A necessidade de mais bombeiros é urgente. Com o período seco que se estende de maio a outubro, as queimadas tornam-se frequentes (principalmente nos meses de agosto e setembro). É nesta época que o 4º Pelotão enfrenta os maiores desafios.
Segundo tenente Washington, os acionamentos aumentam consideravelmente e até o pessoal do administrativo vai a campo. Em Itabira, os brigadistas da Vale costumam ajudar em casos extremos, principalmente se o fogo colocar em risco alguma área da mineradora. Mas sempre que há algum foco de incêndio, é o Corpo de Bombeiros o primeiro a ser acionado.
Faz parte das atribuições desses profissionais ainda o atendimento a vítimas de acidentes e ocorrências diversas, vistorias de prevenção contra incêndio e pânico em estabelecimentos, aprovação de projeto para eventos temporários (os grandes shows, por exemplo), entre outras. Não é à toa que eles estão entre os profissionais mais admirados do Brasil.