Um ano após tragédia em Santa Maria, boates de Minas ainda oferecem riscos
Mesmo cumprindo a lei, no que diz respeito à segurança, as boates e casas noturnas de Belo Horizonte e de Minas Gerais ainda oferecem uma série de riscos aos frequentadores, segundo alertam especialistas. Escadas, muito acabamento em madeira – material combustível – e a sinalização no alto das paredes são alguns dos problemas apontados por […]
Um dos sócios do Alambique, Ademir Pinto, afirmou que os problemas na fiação serão corrigidos pela casa o quanto antes e que toda a madeira do espaço recebeu um líquido antichamas. “A casa tem segurança, a prova é que no ano passado, quando houve um incêndio na creperia ao lado do Alambique, fomos nós que apagamos o fogo”, contou.
Já a boate Circus, segundo o especialista, tem um bom material isolante e não apresenta grandes riscos. O dono do local, Gustavo Jacob, contou que fez algumas adequações no espaço em 2013. “Colocamos barras antipânico nas portas”, contou.
Outro lado. O Corpo de Bombeiros tem uma comissão que avalia reajustes na a Lei de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado (14.130/2001). O assessor de imprensa dos Bombeiros, capitão Frederico Pascoal, defende que a legislação de Minas Gerais é uma das melhores do país. “O trabalho deve ser feito junto com os donos das boates que também precisam se preocupar com a segurança”. Para funcionar, as boates precisam apresentar um plano de prevenção contra incêndios e seguir uma série de requisitos de segurança que variam de acordo com a capacidade de público.
Balanço
Saiba mais
Sinalizadores. O PL 108/13, de autoria do vereador Juninho Los Hermanos, proíbe o uso de <CW-35>equipamentos pirotécnicos e sinalizadores em locais como boates, teatros e casas de show sem autorização.
Shows pirotécnicos. O PL 458/13, do Dr. Nilton, regulamenta a utilização dos artefatos, a realização de espetáculos pirotécnicos em todos os espaços do município e determina que eles precisam da autorização dos bombeiros para acontecer. (Natália Oliveira/ O Tempo)