Encontro com secretária de Estado discute política cultural em Itabira
Encontro reuniu também membros do Conselho Estadual de Política Cultural
Representantes culturais de Itabira e região se reuniram nessa quinta-feira, 29 de agosto, no auditório da Secretaria de Meio Ambiente, para discutir com conselheiros estaduais de cultura e com a secretária de Estado da Cultura, Eliane Parreiras, a política cultural regional. A Reunião Itinerante faz parte do programa “MINAS Território da Cultura”, que tem como objetivo descentralizar as políticas públicas e ouvir as demandas de cada região.
A secretária participou de todo o evento, ouviu críticas, reclamações e respondeu a questionamentos diversos. “O Conselho Estadual de Política Cultural tem reuniões ordinárias realizadas em Belo Horizonte, mas também faz reuniões itinerantes. Essas reuniões têm outro formato, onde a gente ouve a sociedade civil. É o espaço para ouvir as principais demandas, por isso é realizada em cada região. Recebemos o convite para vir a Itabira e ficamos super satisfeitos, porque é uma mobilização que é regional”, disse Eliane.
De acordo com ela, o encontro serviu para esclarecer muito sobre a política pública, programas e mecanismos e viabilização de recursos. “É um trabalho de escuta que, para a gente, é muito importante”, afirmou.
O superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Marconi Drummond, disse que o evento foi fundamental. “É uma aproximação do Governo do Estado, uma demonstração clara de que ele quer compartilhar, discutir a política cultural do nosso Estado com essa vastidão de municípios. Com esse encontro, Itabira sai na frente, demarca território, chama o Governo do Estado e o Conselho para discutir as questões não só da nossa cidade, mas também da região”, declarou.
As mesmas reclamações
Entre diversos outros, o produtor cultural Cléber Camargo também esteve presente na reunião. Ex-superintendente da FCCDA, Cléber disse que as reclamações feitas durante o encontro com a secretária são as mesmas de três décadas atrás. “Há 30 anos estou nessa batalha cultural, que é minha vida, meu trabalho. Vejo que algumas reclamações são sempre as mesmas. A gente brigava pelas mesmas coisas, queria as mesmas oportunidades. Os sonhos eram os mesmos”, disse.
Cléber afirma que algumas coisas mudaram, outras nem tanto, mas é preciso também uma mudança de comportamento dos produtores culturais. “A gente precisa fazer um pouco do que algumas pessoas fizeram aqui hoje: propor. Sair do muro das lamentações e fazer proposições. Não adianta mais chorar. Pelo menos o que você propuser pode ser analisado e virar uma realidade. Só chorar, reclamar, xingar o gestor público, o executivo, o legislativo não vai adiantar”.