Projeto Viola na Roça resgata nos jovens a tradição do cancioneiro popular
Já no começo de sua criação, faziam parte 11 alunos
Com o objetivo de resgatar o aprendizado da música voltada à viola e trazer novamente a tradição do cancioneiro popular, a Escola Estadual Professor Manuel Soares, localizada no distrito de Ipoema, criou no ano passado o projeto Viola na Roça. Além de resgatar a tradição tropeira do distrito, o trabalho contribui para a formação e compreensão das origens dos integrantes e faz com que os alunos reavaliem seus valores por meio do instrumento.
Já no começo de sua criação, faziam parte 11 alunos. Atualmente, o grupo conta com 15 estudantes diferentes, que aprendem a arte com o violeiro e professor itabirano, Delcio Chaves e contam com o apoio do luthier Luiz Cássio Martins e da diretora Fatinha e as vice, Juliana e Ivani.
O projeto é reprogramado todo final de período escolar, pois alguns estudantes se formam e saem da escola, devolvendo o instrumento. “As novas vagas são preenchidas com novos alunos. Temos duas turmas com alunos iniciantes e alunos mais avançados”, explica o coordenador Werner Amann. O ingresso dos interessados no projeto se dá por meio de seleção, onde o critério básico se dá pelo desempenho escolar, o bom comportamento e a aptidão, previamente avaliada pelo professor. Voluntários auxiliam nos trabalhos.
Implantação do projeto
A implantação do projeto contou com uma contribuição bem inusitada: espectadores que compareceram à estreia da peça de teatro de diversos “E Agora Drummond: Por Que Ipoema?”. Ao final da apresentação, o autor da peça pediu aos presentes uma contribuição para o projeto. O montante permitiu o início do Viola na Roça.
A solidariedade também serviu para que a escola conseguisse o mais importante: as violas foram doadas por um empresário, um cidadão de Ipoema e um luthier. “No final do ano passado o projeto Escola Viva do governo Estadual, forneceu uma verba para que pudéssemos fazer a manutenção das violas e comprar material de consumo”, declara o coordenador. Ele também planeja: “Para o futuro, pensamos em criar uma oficina de luthieria onde comunidade e alunos apreenderiam a fazer a manutenção dos instrumentos de corda, a arte de construção dos mesmos com material reciclado ou reaproveitável, tentando assim criar uma sustentabilidade própria para o projeto”.