Queda no preço do álcool ainda é pequena

O fim da entressafra da cana-de-açúcar e as medidas impostas pela Petrobras à distribuidora BR começam a refletir no preço do álcool nos postos de Minas Gerais e Belo Horizonte. O litro teve queda de 5,8% em Belo Horizonte no acumulado das últimas quatro semanas, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e […]

O fim da entressafra da cana-de-açúcar e as medidas impostas pela Petrobras à distribuidora BR começam a refletir no preço do álcool nos postos de Minas Gerais e Belo Horizonte. O litro teve queda de 5,8% em Belo Horizonte no acumulado das últimas quatro semanas, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 22 e 28. Na semana passada o preço médio do litro do etanol estava em R$ 2,258 na capital, contra R$ 2,397 no período de 1º a 5 de maio.

Em Minas Gerais, a queda no preço do álcool chegou a 9,12% no período, segundo a ANP. O valor médio registrado na semana passada foi de R$ 2,19 por litro, contra R$ 2,40 no início do mês. A queda de preço do combustível nas bombas, no entanto, ainda está tímida, segundo o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Cotta Martins. “Em 25 de março o litro do álcool atingiu o preço mais caro do produtor para o distribuidor, de R$ 1,63. Hoje, ele está sendo vendido por R$ 1,01, queda de 40%. O nosso preço de produção caiu, mas na bomba não. O problema está entre as distribuidoras e postos”, explica Martins. Ele lembra que o preço médio do álcool em março deste ano estava em R$ 2,12 em Minas Gerais e R$ 2,097 em Belo Horizonte, bem próximos dos valores praticados atualmente. “O preço da gasolina, que tem parcela do álcool, também deveria estar caindo, mas não está”, diz Martins.

O preço do litro da gasolina recuou apenas 1,03% no acumulado de maio em Belo Horizonte. Na semana passada, foi cotado pela ANP a R$ 2,863, contra R$ 2,893 na primeira semana no mês. Em Minas, a queda foi de 1,81% no preço.

A safra da cana-de-açúcar começou em abril e aumentou a oferta de álcool no mercado. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, afirma que há uma defasagem entre o que ocorre com o produtor nas usinas e a realidade dos postos de combustíveis. “Essa diferença costuma ser de duas semanas”, explica. O coordenador de TI Luiz Inácio Mendes Guerra acaba de comprar um carro novo e abastece apenas com gasolina aditivada. “Não notei queda de preço, há diferença maior entre o valor cobrado por um posto e outro”, diz.