“Novo” Mercado Municipal terá espaço para produtos industrializados, como roupas e calçados

Teófilo Alvarenga disse que todos os comerciantes que atualmente trabalham no local poderão participar da licitação – sem privilégios

“Novo” Mercado Municipal terá espaço para produtos industrializados, como roupas e calçados
O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento de Itabira, Teófilo Alvarenga, informou que o Plano de Utilização do Mercado Municipal Caio Martins da Costa está quase pronto. O documento ditará as normas do funcionamento do conglomerado, após sua legalização e reforma, que vai acontecer após intervenção do Ministério Público.
 
Segundo o secretário, todos os comerciantes que atualmente trabalham no local poderão participar da licitação – sem privilégios. O novo mercado também terá espaço para lojas de roupas, calçados e outros produtos industrializados.
 
Teófilo disse que esses itens de consumo continuarão a ser vendidos porque somente produtos artesanais ou rurais não serão suficientes para preencher o espaço. A diferença agora é que o Plano de Utilização vai dizer quantas lojas de cada segmento poderão funcionar. A ideia é oferecer diversidade de produtos, segundo o secretário, sem exceder ou faltar um ou outro item.
 
Outra mudança significativa diz respeito à quantidade de famílias detentoras dos pontos comerciais. Atualmente, segundo a secretaria, cerca de 60% das lojas estão nas mãos de sete famílias. Com a licitação, cada família poderá ter apenas um estabelecimento.
 
Lojistas à procura de outros pontos
 
Alguns comerciantes do Mercado Municipal não querem esperar pelo desfecho que pode ter esta história. Em clima de apreensão em relação ao futuro de suas empresas, muitos deles estão à procura de outros pontos comerciais para restabelecer seus negócios.
 
Segundo a gerente de locação da Expansão Imóveis, Josiela Vieira Fernandes, os pontos mais procurados custam em torno de R$ 550 a R$ 650 o aluguel, e estão próximos ao Mercado Municipal. “Já fechamos alguns contratos e a procura continua. No entanto, a imobiliária não está tendo mais pontos para atender à demanda”, diz.
 
De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre a prefeitura e o MP, o município tem 60 dias para apresentar o plano de utilização do mercado e 180 dias o projeto de reforma, além do cronograma de execução da obra que será fiscalizado pela justiça.

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