Corpo de adolescente morto por afogamento passa sete horas às margens do Rio Preto
A falta de um delegado e de um perito técnico de plantão na Polícia Civil da Regional de Guanhães, nesse feriado prolongado, causou agonia e revolta a familiares do estudante Ítalo Damásio Marçal Costa, 14 anos, morto por afogamento no domingo, em São Sebastião do Rio Preto. O corpo da vítima passou cerca de sete […]
A falta de um delegado e de um perito técnico de plantão na Polícia Civil da Regional de Guanhães, nesse feriado prolongado, causou agonia e revolta a familiares do estudante Ítalo Damásio Marçal Costa, 14 anos, morto por afogamento no domingo, em São Sebastião do Rio Preto. O corpo da vítima passou cerca de sete horas às margens do rio, após ser localizado pelos bombeiros.
Ao encontrar o adolescente sem vida, os agentes do Corpo de Bombeiros passaram a guarda para PM, que, por sua vez, não conseguiu localizar um perito técnico da Polícia Civil e nem um delegado de plantão para fazer a liberação e remoção do corpo das margens do Rio Preto. Depois de sete horas coberto apenas por um pano, um militar teria autorizado familiares retirar o corpo e levá-lo para o cemitério local da cidade, onde permaneceu por mais nove horas à espera do perito civil.
Como não compareceu, alguém teria autorizado a remoção do corpo do adolescente, que chegou por volta das cinco horas da madrugada dessa terça-feira, 12 de outubro, ao Instituto Médico Legal (IML), do Cemitério da Paz, em Itabira, que possui uma geladeira para manter o corpo conservado até o exame médico legista. Até por volta das 9h30 não havia sido localizado um legista para os trabalhos técnicos.
O caso
Todo drama da família iniciou-se no domingo, dia 10 de outubro, quando Ítalo e amigos nadavam no Rio Preto, na localidade conhecida como Praia da Cota, em São Sebastião do Rio Preto. No local, o estudante mergulhou e morreu por afogamento.
O fato foi comunicado à Polícia Militar, que solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros de Itabira. Na segunda-feira, 11, militares bombeiros foram à cidade e, às 13 horas, encontraram o corpo do adolescente, levando-o para as margens do rio, onde ficou sob a guarda de policiais militares de São Sebastião.
Após o corpo do garoto ficar mais de sete horas à margem do rio, e com o nível do Rio Preto subindo, os militares teriam autorizado a remoção em veículo comum para o cemitério local, de onde foi transferido para o IML de Itabira, segundo um tio da vítima.
Em conversa com a reportagem, o tio disse que registrou um boletim de ocorrência que deverá ser levado à corregedoria de Polícia Civil para apurar as responsabilidades do caso.