Investigação aponta que morte de travesti foi queima de arquivo

Eloigia Duarte Gomes – Escrivão Chefe da Polícia Civil

A Polícia Civil confirmou ontem (25) que a morte do travesti, Marconi Willian Pereira, conhecido como Lorrany, 27 anos, foi queima de arquivo, e a ordem de execução partiu de dentro de um presídio da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
 
Na tarde de ontem, Eloisio Duarte Gomes, escrivão chefe da 49º Delegacia de Policia Civil, anunciou que a equipe do inspetor, Célio Lana, apontou três menores como autores do crime que ocorreu na madrugada de sábado (21).
Segundo a polícia, o menor de 17 anos, residente em Belo Horizonte, veio a Itabira para se encontrar com os outros dois menores e articular a execução do travesti.
O escrivão, Eloísio Duarte, afirmou que além de Lorrany, os menores planejavam executar uma mulher identificada como “Rosinha”, que seria amiga da vítima e que assim como ele, sabia demais.
Em depoimento prestado pelos menores, a polícia descobriu que eles estavam fazendo uso de maconha nas proximidades do Ginásio Poliesportivo do bairro Gabiroba e que junto a eles, estava uma mulher identificada como “Meirinha”, que prestou depoimento como testemunha.
Uma equipe de policiais irá ao presídio da capital para colher o depoimento do detento que seria o suposto mandante do crime. Segundo a polícia, estas informações serão muito importantes para a conclusão do inquérito, que ainda tem prazo de 30 dias para ser concluído.
 
Como ocorreu o crime
 
Segundo investigações, ao seguir para sua residência, a vítima passou pelo ginásio e cumprimentou um grupo de pessoas, mas não avistou os menores. Poucos metros à frente, um deles sacou uma arma de fogo e efetuou alguns disparos contra Lorrany. Em seguida, o outro menor pegou a arma da mão do colega e também atirou várias vezes.
A policia afirmou que após o crime, os adolescentes permaneceram escondidos e por volta das 16h de sábado (21), seguiram para o Terminal Rodoviário Genaro Mafra e embarcaram em um ônibus com destino a Belo Horizonte.