Mecânico carbonizado vivo dentro de porta-malas de Chevette

O mecânico Henrique Geraldo Pereira, 26 anos, morreu carbonizado dentro do porta-malas do próprio carro, um Chevette, cor verde, placa GNI-6816, nas proximidades do Parque de Exposições Virgilio José Gazire, em Itabira.   Já passava de 3h30 da madrugada deste domingo (25) quando a Central de Operações da Policia Militar (Copom) recebeu um chamado de dois rapazes […]

O mecânico Henrique Geraldo Pereira, 26 anos, morreu carbonizado dentro do porta-malas do próprio carro, um Chevette, cor verde, placa GNI-6816, nas proximidades do Parque de Exposições Virgilio José Gazire, em Itabira.
 
Já passava de 3h30 da madrugada deste domingo (25) quando a Central de Operações da Policia Militar (Copom) recebeu um chamado de dois rapazes que relataram terem socorrido uma mulher seminua na rua João Lage, região próxima ao Parque de Exposições Virgílio José Gazire e ao local em que está sendo construído o Campus da Unifei. Informaram que a mulher lhes dissera que o namorado estava preso dentro do porta-malas de um veículo em chamas.
 
Assim que a PM chegou ao local, acionou também o Corpo de Bombeiros, constatando que, realmente, o carro já tinha se queimado por completo. As informações deram conta de que três bandidos armados renderam o casal. O mecânico foi amordaçado e colocado dentro do porta-malas do veículo, quando nee atearam fogo.
 
A mulher informou que escapou de tentativa de estupro porque os bandidos se distraíram quando fugiram de uma luz de farol de veículo que se aproximava. Nesse momento, esconderam-se em um matagal, de acordo com ela.

INVESTIGAÇÃO

O perito técnico Igor Temponi, o inspetor Célio Lana e o detetive Hélio foram ao local do crime para iniciar os trabalhos de investigação. Aí, surgiu a hipótese de os bandidos serem de João Monlevade, para onde tentaram fugir no veículo, cujo combustível teria acabado. Diante do problema, o Chevette serviu para carbonizar o mecânico e apagar as digitais que poderiam ajudar nas investigações.

De acordo com a polícia, a possibilidade de latrocínio é, a princípio, descartada, pois na primeira abordagem e também na fuga os criminosos não levaram algo de valor das vitimas. Pretendiam, sim, utilizar o carro — é a primeira conclusão da polícia.

No interior do Chevette, a perícia localizou, queimado, um laptop e uma "polchete". No local indicado pela garota – onde os criminosos agacharam, no mato – estava um radio CD play, e no local inicial da abordagem, um modulo de som automotivo avaliado em aproximadamente 500 reais, e também as cornetas e o jogo de alto falantes do sistema de som automotivo.

De acordo com as primeiras conclusões, a Policia Civil terá muito trabalho nessa investigação, pois os objetos de valor que poderiam dar um caminho das buscas  foram sendo abandonados desde o inicio da ação criminosa com o casal.

A vitima deixa esposa e uma filha que, de acordo com familiares, estariam internadas no hospital, pois a criança nasceu neste final de semana.