Com problemas na Justiça, prefeita de Monlevade é diplomada nesta segunda-feira

Simone Carvalho e Fabrício Lopes serão diplomados em João Monlevade

Com problemas na Justiça, prefeita de Monlevade é diplomada nesta segunda-feira

A Justiça Eleitoral de João Monlevade realiza nesta segunda-feira, 12 de dezembro, cerimônia para diplomação da prefeita eleita Simone Carvalho (PSDB) e de seu vice Fabrício Lopes (PMDB). O procedimento só ocorre graças a um mandado de segurança expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG), que anulou uma liminar da primeira instância que cassava o registro de candidatura da peessedebista.

A liminar pela cassação do registro de candidatura foi expedida no dia 9 de dezembro e acatou um pedido do Ministério Público. Na decisão, o juiz Rodrigo Barros Braga acolheu o argumento da promotoria de que a coligação de Simone usou um jornal da cidade para atacar o médico e também candidato a prefeito Railton Franklin (PDT) e seus apoiadores. “Diante da diferença de votos entre a candidata eleita e o segundo colocado (de 126 votos), somado ao fato do jornal em questão ser de distribuição gratuita e com tiragem média de 1.500 exemplares, as matérias, na forma em que foram veiculadas, proporcionaram desequilíbrio do pleito, com potencialidade para macular o resultado das eleições”, acusa a denúncia do MP.

Com a liminar desfavorável na primeira instância, a defesa de Simone Carvalho recorreu ao TRE. No fim da tarde desse domingo, 11 de dezembro, o tribunal expediu mandado de segurança para anular a medida que impedia a diplomação. As partes aguardam, agora, o julgamento do mérito da ação do Ministério Público em João Monlevade.

Enquanto a ação não tem seu desfecho, Simone Carvalho e Fabrício Lopes são diplomados nessa segunda e estão livres para tomar posse no dia 1º de janeiro. A cerimônia de diplomação será às 17h, na Câmara de Vereadores de João Monlevade.

Contas reprovadas

 

Além do processo do Ministério Público, Simone Carvalho também precisa lidar na Justiça Eleitoral com a reprovação de suas contas de campanha. Apesar de o MP ter se posicionado pela aprovação, indicando que não havia irregularidades graves e insanáveis, o juiz Rodrigo Barros Braga foi no sentido contrário. A simples reprovação das contas não impede a diplomação.