Em seis anos, 100 mil veículos podem estar nas ruas de Itabira
Nada é tão ruim que não possa piorar. É esse o pensamento imediato de quem escuta que em seis anos Itabira poderá ter 100 mil veículos dividindo espaço pelas ruas. A informação é da Fundação Renato de Azeredo – contratada pela prefeitura para propor medidas para o trânsito da cidade – e pode se concretizar […]

Nada é tão ruim que não possa piorar. É esse o pensamento imediato de quem escuta que em seis anos Itabira poderá ter 100 mil veículos dividindo espaço pelas ruas. A informação é da Fundação Renato de Azeredo – contratada pela prefeitura para propor medidas para o trânsito da cidade – e pode se concretizar se a frota do município continuar crescendo da maneira que está.
Essa projeção foi repassada por técnicos da Fundação ao prefeito Damon Lázaro de Sena durante uma reunião na manhã dessa quarta-feira, 23 de julho. À noite, em encontro na Câmara de Vereadores, o chefe do Executivo, enquanto falava de ações urgentes que precisam ser adotadas em Itabira, comentou sobre essa preocupação e tornou público os números. “Em 2020, esse caos que estamos vivenciando estaria ainda pior. Precisamos trabalhar para evitar isso”, disse.
De acordo com dados mais recentes do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG), de maio deste ano, Itabira possui 53.926 veículos, mas esse número não leva em conta a frota chamada de flutuante – automóveis que não são emplacados na cidade. A projeção de aumento está ligada à facilidade para compra de novos veículos e aos empreendimentos que atraem grande volume de pessoas e, consequentemente, mais carros, motos, caminhões e ônibus.
Segundo Damon, a empresa inicialmente vai tratar dos problemas da região central, especialmente na praça Acrísio e na região da rua Juca Machado. Depois o estudo deve englobar outras áreas da cidade. “Eles trouxeram para a gente algumas sugestões de mudanças de rotas e de alguns procedimentos a serem realizados para readequar a área central da cidade, como semáforos, bloqueio de algumas rotas e inversão de mão. Já alinhei com eles que provavelmente nós vamos precisar de estudos mais amplos, da cidade como um todo”, afirmou.