Estreante André Viana mostra interesse em disputar a presidência da Câmara de Itabira
André Viana manifesta vontade de ocupar presidência da Câmara de Itabira
Eleito pela primeira vez para a Câmara de Vereadores de Itabira, André Viana (PTN) chega com pretensões ambiciosas: quer ser presidente logo em seu mandato inicial. Em entrevista à imprensa, o trabalhista, apesar de tom moderado, não escondeu sua intenção de ocupar a principal cadeira do legislativo. E comentou até que as articulações já acontecem nos bastidores.
Formado em Direito, André Viana, conhecido como “Pato Roco”, é mecânico e trabalha na Vale. Ligado à Igreja Batista, também tem a teologia como formação. Ele afirma ter capacidade técnica, política e intelectual para assumir a presidência. Além disso, diz contar com o mais importante: o voto. André argumenta que seu partido, o PTN, conseguiu importante capital nas últimas eleições, ao, isoladamente, captar mais de 8 mil votos.
“Eu sou do partido que obteve a maior votação da cidade. O PTN, sozinho, teve 8.330 votos. O partido, sem nenhuma coligação, conseguiu atingir esse número e elegeu dois vereadores. E nós somos da base aliada do governo Ronaldo Magalhães, fizemos parte da coligação majoritária”, defende o vereadores eleito. Além de André Viana, a sigla trabalhista também elegeu Calinhos Sacolão Filho.

Vereadores eleitos Heraldo, Leandro Pascoal, Weverton Andrade e André Viana durante reunião da Câmara de Itabira
André é o segundo vereador eleito que manifesta publicamente a intenção de ocupar a presidência a partir do ano que vem. O primeiro foi Allaim Gomes (PDT), reeleito como o mais bem votado de Itabira. O pedetista afirmou ter “interesse concreto” em liderar o Legislativo em 2017.
Viana não foi tão enfático quanto o futuro colega, mas deixou clara sua intenção de disputar as eleições. Ele diz respeitar Allaim e citou também ter sido informado da intenção de Neidson Freitas (PP) em concorrer. “Eu acredito que nos bastidores já existem três ou quatro articulações. Veremos quais em breve”, comentou. “O pleito será no dia 1º de janeiro. A gente sabe que até lá tem muita água para rolar por debaixo dessa ponte. No entanto, em uma Câmara com 17 vereadores, todos esses eleitos têm oportunidade de serem ou não presidente. Lógico que isso passa por alguns fatores: conversas, alianças, costuras”, completou.
Para o vereador eleito, a disputa pela presidência não pode se transformar em um jogo de ganância. Segundo ele, tudo tem que ser feito com transparência e visando o bem de Itabira. Ele citou a grande taxa de renovação da Câmara, de 70%, e afirmou que a população espera ações diferentes dos que chegarão ao Legislativo. “A nossa responsabilidade é muito grande”, frisou.
“Nós deixamos o nome à disposição e, claro, a gente tem amigos eleitos. Vamos conversar. Agora, o que vai ser lá na frente, eu não sei. Pode ser que a gente venha a apoiar outra pessoa ou venha ser apoiado. Tudo vai se encaixar. Mas estamos no páreo”, finalizou.




