Exames confirmam febre amarela em macaco encontrado morto em Itabira
A superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade, durante visita à Câmara de Vereadores para falar sobre situação epidemiológica de Itabira

A Secretaria Municipal de Saúde de Itabira confirmou na manhã desta sexta-feira, 3 de março, a presença de febre amarela em um macaco encontrado morto na cidade. O animal foi enviado para análise no fim de fevereiro.
O fato de ter encontrado macacos mortos em Itabira já havia feito com que a classificação do município subisse no protocolo da doença para a categoria 2, onde estão cidades com rumores de epizootias – algo equivalente à epidemia em humanos – em investigação. De acordo com o governo do Estado, nesses casos, a vigilância é intensificada, a fim de antecipar a ocorrência de eventos indesejáveis e a transmissão de doenças, se confirmada a presença da febre amarela.
Ainda segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), diante da confirmação de febre amarela em primata não humano (macaco), a intensificação vacinal é iniciada imediatamente. Outras medidas de controle, como aprimorar fluxo de informações, notificar e investigar possíveis casos em humanos e ações educativas, são reforçadas quando há confirmação de morte de macacos por febre amarela.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Itabira, uma entrevista coletiva com a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares, está agendada para a próxima segunda-feira, às 10h, quando serão informados detalhes sobre a confirmação da febre amarela na cidade e os procedimentos a serem adotados.
Na Câmara
Quando esteve na Câmara de Vereadores de Itabira, no dia 21 de fevereiro, a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares, e a superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade, contaram que dois macacos encontrados mortos no município haviam sido enviados para análises em Belo Horizonte. As respresentantes, no entando, demonstravam tranquilidade com a situação e acreditavam que os exames apontariam para ausência da febre amarela (clique e relembre).
Thereza Andrade pediu à comunidade para não matar os macacos. Isso porque a doença é transmitida por mosquitos e os primatas não têm condições de infectar. Segundo ela, os bichos são quem sinalizam o alerta para a doença. “Eles são sentinelas”, frisou.