Gonet impõe três condições para avançar com nova tentativa de delação de Vorcaro
Como primeira condição, o impedimento de Vorcaro selecionar as pessoas que pretende delatar
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, impôs três condições para uma possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Até o momento, ele não correspondeu às exigências apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.
Gonet não tem expectativa sobre um novo acordo, mesmo diante da nova iniciativa do ex-banqueiro e, em conversas reservadas com membros de tribunais superiores, ele indicou que vai manter a resistência enquanto não receber as informações exigidas.
Como primeira condição, o impedimento de Vorcaro selecionar as pessoas que pretende delatar. A PGR quer que ele denuncie todos os envolvidos nos fatos investigados, sem isentar nomes.
A segunda exigência trata do destino dos recursos ligados às supostas fraudes bancárias atribuídas ao dono do Master. A PGR quer saber o paradeiro, com detalhes, do dinheiro que ele teria movimentado no esquema.
A terceira condição determina que as partes deixem para uma segunda etapa qualquer debate sobre pena e benefícios. A Procuradoria quer que todas as informações oferecidas por Vorcaro estejam formalizadas.
Nas tentativas anteriores de acordo esses parâmetros não forma atendidos, conforme Gonet relatou a interlocutores, por isso, a Procuradoria não vê motivo para alterar sua posição nesse momento.
Vorcaro vê a possibilidade de colaboração premiada com uma nova equipe que o defende, mas Gonet não mantém expectativa.
A devolução de ativos costuma integrar acordos de delação premiada, mas Vorcaro exige contrapartida, o que a PGR não se dispõe fazer até que as três exigências sejam atendidas.