Governo do Espírito Santo só volta a negociar com PM quando patrulhamento voltar

Os protestos realizados nas portas dos batalhões fazem com que os policiais fiquem retidos dentro das unidades

Governo do Espírito Santo só volta a negociar com PM quando patrulhamento voltar

As negociações entre o governo do Espírito Santo e a Polícia Militar estão suspensas enquanto a corporação não voltar ao patrulhamento nas ruas. Além disso, de acordo com vídeo gravado pelo secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, na noite deste domingo, 5 de janeiro, a Justiça vai ser acionada para decretar a ilegalidade do movimento

Uma nova rodada de negociações estava marcada para o início da tarde desta segunda-feira, 6 de janeiro, no Palácio Anchieta, em Vitória. Desde o último sábado, 4 de janeiro, familiares, principalmente as esposas dos PMs, impedem a saída das viaturas dos batalhões.

André Garcia falou sobre as medidas que serão adotadas pelo governo estadual. "A primeira providência adotada pelo governo para debelar esse movimento foi o ajuizamento de uma ação judicial requerendo a decretação da ilegalidade do movimento. Muito embora seja um movimento reivindicatório, o que temos em mãos são ações que estão impedindo que a Polícia Militar possa realizar seu trabalho, e o que trabalho que lhe cabe, que é o patrulhamento das ruas e o atendimento das ocorrências. Além disso, foi determinado ao Comando da Polícia Militar a instauração de inquéritos policiais militares para apurar eventuais responsabilidades de indivíduos que estão incitando a tropa e facilitando que esse movimento atinja a população capixaba. Além disso, foi solicitado ao Ministério Público que faça a requisição desses inquéritos policiais militares.", afirmou.

Ele ainda falou sobre a decisão de só retomar as conversas quando os policiais voltarem para a rua. "Enquanto não tivermos policiamento nas ruas para atender aos chamados dos capixabas, está determinada a suspensão de qualquer tratativa e negociação com representantes do movimento. Nossa intenção é negociar, sempre, porém essa negociação deve se pautar pelo respeito mútuo, e a condição para que os policiais venham patrulhar as ruas e atender as chamadas dos cidadãos capixabas", disse.

O secretário também afirmou que manteve contato pela manhã com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, relatando a situação do Espírito Santo e que ele se colocou à disposição do Estado para eventual necessidade de apoio de forças federais.

Sem aulas

Com a crise em diversas cidades do Espírito Santo, algumas cidades como Vitória e Vila Velha decidiram suspender as aulas. Algumas instituições particulares, inclusive de ensino superior, também decidiram seguir a medida. Lojas e restaurantes decidiram fechar mais cedo as atividades ou nem abriram nesse domingo, 5 de janeiro. A rodada do campeonato estadual de futebol também foi suspensa, pela folta de policiamento nos estádios.