Homem acusado de homicídio qualificado no Monsenhor José Lopes vai a julgamento em Itabira nesta quarta (25)

Além do homicídio qualificado, a réu também responde por corrupção de menores, associação para o tráfico de drogas e constrangimento ilegal

Homem acusado de homicídio qualificado no Monsenhor José Lopes vai a julgamento em Itabira nesta quarta (25)
Foto: Tribunal de Justiça de Minas Gerais

O Tribunal do Júri da Comarca de Itabira começou a julgar nesta terça-feira (25), a partir das 8h30, no Fórum Desembargador Drummond, um homem acusado de homicídio qualificado no bairro Monsenhor José Lopes.

O réu, que tinha 19 anos à época dos fatos, é acusado de matar Douglas Henrique Silva Ribeiro, de 21 anos, crime ocorrido na noite de 1º de maio de 2024, na Rua Dom Mário Gurgel, no bairro Monsenhor José Lopes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele e comparsas, entre eles um adolescente, teriam monitorado a movimentação da vítima antes de surpreendê-la em via pública. Douglas foi atingido inicialmente por disparos pelas costas e, após cair ao solo, novamente alvejado. A vítima morreu no local.

Segundo o Ministério Público, o homicídio estaria relacionado à dinâmica do tráfico de drogas na região. A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com uso de meio que resultou em perigo comum, já que os disparos ocorreram em local aberto, expondo outras pessoas a risco, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além do homicídio qualificado, o acusado também responde por corrupção de menores, associação para o tráfico de drogas e constrangimento ilegal. Este último crime estaria ligado a ameaças feitas à mãe da vítima dias após o assassinato. O acusado está preso preventivamente desde 24 de maio de 2024. 

Caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade penal do réu e analisar as qualificadoras apontadas na denúncia. Em caso de condenação, a pena será fixada pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, conforme os parâmetros previstos em lei.

Para o promotor de Justiça Jonas Monteiro, responsável pela acusação, o julgamento representa o cumprimento do dever constitucional do Ministério Público de defender a vida e assegurar que crimes de extrema gravidade sejam apreciados pela sociedade, por meio do Tribunal do Júri.