Justiça mantém preso acusado de matar gari em BH e caso segue para júri popular
Tribunal nega pedido de liberdade apresentado pela defesa e entende que gravidade do crime e repercussão justificam manutenção da prisão preventiva
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada após a defesa do empresário solicitar a libertação por meio de habeas corpus, negado pelos desembargadores.
No pedido, os advogados argumentaram que a prisão não estaria devidamente fundamentada e que não haveria requisitos suficientes para a manutenção da medida. A defesa também destacou que o réu é primário, possui bons antecedentes e residência fixa, sugerindo a substituição da prisão por medidas cautelares.
Ao analisar o caso, a 8ª Câmara Criminal do tribunal considerou a gravidade do crime e sua repercussão social como fatores determinantes para manter a prisão. Com isso, Renê Júnior segue detido e foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri.
O caso ocorreu na manhã de 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital. Segundo as investigações, o acusado se irritou com a presença de um caminhão de coleta de lixo que ocupava a via e teria iniciado uma discussão com os trabalhadores.
De acordo com o registro da ocorrência, o homem estava em um carro e, após o desentendimento, teria sacado uma arma, ameaçado a motorista do caminhão e, em seguida, efetuado disparos contra os garis. Laudemir foi atingido e morreu no local.
As investigações também apontaram que a arma utilizada no crime estava registrada em nome da esposa do acusado, que é delegada da Polícia Civil. O réu afirmou que pegou a pistola sem autorização, mas a apuração indicou que o acesso à arma não era incomum.
Além da acusação de homicídio, Renê responde por porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. A esposa dele também é investigada no âmbito administrativo, com apuração conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil.
Com a negativa do habeas corpus, o processo segue para julgamento pelo júri popular, que será responsável por decidir sobre a responsabilidade do acusado no caso.




