No plenário da ALMG, Bernardo Mucida cobra transparência da Vale

O deputado quer agilidade da Vale no diálogo e na solução de demandas dos atingidos por barragens em Itabira e Barão de Cocais

No plenário da ALMG, Bernardo Mucida cobra transparência da Vale
Foto: Felipe Jácome

No final de abril, a Vale anunciou o descomissionamento de diques que integram o Sistema Pontal, em Itabira. Para realizar a intervenção, será necessário remover moradores dos bairros Bela Vista e Nova Vista que estão no entorno do complexo. O deputado estadual Bernardo Mucida (PSB), na quinta-feira (6), presidiu a reunião da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e cobrou transparência da mineradora durante o processo.

Segundo o Mucida, os moradores estão sem informações sobre a evacuação e, principalmente, dos riscos que estão correndo. “Eu fui até a comunidade e os moradores me disseram: ‘não sabemos o que está acontecendo. Vivemos um verdadeiro pesadelo, deputado’. Este é um sentimento que atinge todos os vizinhos de barragens. Essas estruturas precisam ser descomissionadas, entendemos que a Vale busca cumprir essa função, mas isso deve ser feito com transparência, com agilidade, respeitando os moradores e com responsabilidade social”, discursou.

O deputado pediu urgência por parte da mineradora quanto a abertura do diálogo com a comunidade atingida. Para que isso aconteça, o parlamentar encaminhou um ofício à Vale e à Agência Nacional de Mineração (ANM) pedindo explicações.

Mucida também cobrou a Vale sobre os acordos judiciais com os moradores da comunidade do Socorro, em Barão de Cocais. Desde fevereiro de 2019, eles estão fora de suas casas. Na época, precisaram sair das suas residências em plena madrugada após a sirene de alerta de rompimento da barragem Sul Superior ser acionada. O parlamentar, novamente, pediu agilidade da mineradora.

Nesta sexta-feira (7), haverá uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na tentativa de reparar os danos causados aos moradores evacuados da comunidade Socorro. “Muitas pessoas ainda lutam para ter suas indenizações pagas pela Vale. Então, venho aqui mais uma vez cobrar da empresa transparência e agilidade. Não é possível que as famílias vão demorar mais dois anos para terem o direito ao sossego e de terem suas vidas restabelecidas, assim como as suas casas”, reivindicou Mucida.

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