Nos pênaltis, Lanús derrota o Atlético e conquista a Sul-Americana
Em partida com poucas chances de gol, o Atlético resiste até os pênaltis, mas perde o título, no Paraguai

O Atlético perdeu nos pênaltis para o Lanús a final da Copa Sul-Americana, neste sábado (22), no estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Em partida dura, a equipe desperdiçou as poucas chances de criou ao longo da partida e três tiros diretos. O goleiro adversário, Losada, garantiu a meta de sua equipe no tempo normal e consagrou-se como herói da decisão.
Atlético e Lanús protagonizaram um jogo aguerrido, tenso e de pouco brilho criativo, em Assunção. Ambas as equipes criaram apenas quatro chances claras de gol ao longo de 120 minutos de partida. As faltas, porém, foram 31, reflexo da intensidade bruta e pouco inventiva dos jogadores em campo. O Lanús, que se proclama o “maior clube de bairro do mundo”, conquista o título continental pela segunda vez em sua história.
Com Hulk, Rony, Bernard e Dudu em campo desde o início, o Atlético pouco fez para vencer a defesa do Lanús. Os argentinos, por sua vez, não criaram boas chances contra a meta de Everson, apesar de seus bons índices de posse de bola ao longo da partida. As mudanças de Sampaoli, ao final do tempo regulamentar, serviram para trazer novo fôlego ao Atlético. As melhores chances de gol caíram, porém, nos pés e cabeça do volante Igor Gomes, que, pouco afeito ao gol, falhou.
Essa foi quarta final consecutiva em que um time brasileiro amarga o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. No ano passado, o Racing derrotou o Cruzeiro e, antes disso, LDU e Independiente del Vale também ergueram a taça.
Atlético mais eficiente no primeiro tempo
Nos primeiros minutos de partida, foi o Atlético quem tomou primeiro a iniciativa de romper contra a defesa adversária. Surgiram, nesse momento, duas oportunidades de finalização. Em uma delas, Guilherme Arana, na pequena área, chutou forte, mas parou nas mãos de Losada. Parou, também, na sinalização de impedimento do assistente de arbitragem.
O Lanús soube sustentar a pressão imposta pelo Atlético nos primeiros minutos e, em seguida, teve o seu momento para testar a meta de Everson. Contudo, o risco de gol por parte dos argentinos foi baixo na primeira etapa.
Coube ao goleiro Losada o destaque entre todos os atletas no primeiro tempo. Foram três as defesas difíceis nesta etapa, sendo personagem primordial para manter a igualdade no placar. Quando ele nada pôde fazer, um chute de Bernard parou na trave, num momento em que o ataque do Lanús pouco criava e, pior, parecia também pouco inspirado.
Lanús é superior, mas não letal
O Atlético, porém, voltou do vestiário diferente e perdeu o controle da partida na segunda etapa. O que vimos nos primeiros vinte minutos foi uma pressão do Lanús, que tentou como pôde penetrar a rígida defesa montada por Sampaoli para esta final. Foi também um momento do jogo em que a bola permaneceu em disputa no meio-campo, na aguerrida forma com que ambas as equipes batalhavam pelo título, embora visivelmente cansados.
Aos 32 min Gustavo Scarpa entrou em campo, no lugar de Bernard, que pouco afetou o sistema ofensivo da equipe no segundo tempo. Quando alcançamos os 35 minutos, os jogadores já se mostravam desgastados diante da indecisão. O empate insistia em permanecer. Hulk, de quem se espera a postura de um artilheiro, pôde no máximo cometer uma falta que lhe rendeu um cartão amarelo.
Em termos de ímpeto ofensivo e busca pelo gol, a partida foi decepcionante, até os 40 minutos do segundo tempo. Sobraram faltas, contudo, e foram catorze para cada lado. Teríamos uma conclusão repetina, no momento derradeiro ou o purgatório da prorrogação? Para aumentar as chances de sua equipe, Sampaoli acionou Alexsander e Caio Paulista, que substituíram Guilherme Arana e Alan Franco. Nada, porém, foi o suficiente para inaugurar o marcador no tempo normal.
O drama se arrasta na prorrogação
Com mais trinta minutos de partida para cumprir, as equipes iniciaram a prorrogação com posturas diferentes do que vimos no final do segundo tempo. O Lanús parecia mais apressado e acelerado em seus ataques, pecando em passes errados em momentos decisivos de lances perigosos. O Atlético tentava explorar os contra-ataques, mas também pecava. Na melhor chance que teve, aos 10 min, Igor Gomes cabeceou no centro do gol, onde Losada pôde alcançar a bola com facilidade.
Na saída de bola do segundo tempo da prorrogação, pudemos ouvir a torcida atleticana cantando “Eu acredito”, diante da indefinição que persistia em campo. Igor Gomes teve novamente a chance de gol, aos 11min. Hulk recebeu ótimo cruzamento pela esquerda e tocou a bola para o centro da área, onde Igor Gomes a dominou e caminhou em direção ao gol. Ele, no entanto, chutou mal, parando mais uma vez em Losada.
Reviravoltas da disputa por pênaltis
O goleiro Everson brilha na primeira cobrança, de Bou, que bateu fraco, no canto direito do goleiro atleticana. Hulk, no entanto bateu no mesmo canto e também perdeu a primeira batida. E então Izquierdoz confirmou a primeira cobrança da disputa, batendo no canto esquerdo. Gustavo Scarpa bateu firme, no alto, na direita e converteu a sua cobrança. 1 a 1 até aqui.
O lateral Marcich bateu no meio do gol e botou a bola no fundo da rede. Igor Gomes, que perdeu duas chances durante a partida, não desperdiçou o seu pênalti, mantendo o empate, agora em 2 a 2. Aquino, concentrado, acertou um tiro rasteiro no canto esquerdo.
No entanto, Gabriel Teixeira, o Biel, bateu mal e perdeu o seu pênalti, dando ao Lanús a primeira chance de resolver a partida. Esteve nos pés de Lautaro Acosta, um ídolo do Lanús, a chance de converter o pênalti, resolver a partida. Porém, no momento mais importante, o ídolo isolou a bola. A tensão dominou o estádio, que vibrava em sentidos opostos no momento em que a bola se direcionou às arquibancadas. Everson então bateu a última das cinco cobranças e converteu, sem chances para Losano.
Nas primeiras duas cobranças alternadas, Alexander converteu, assim como Cardozo. Porém, depois de Franco Watson marcar o gol pelo Lanús, Vitor Hugo falhou em sua meta. O Lanús, enfim, derrota o Atlético em uma final continental e conquista a Copa Sul-Americana pela segunda vez em sua história.