Onda de rejeitos do Itabiruçu chega ao presídio de Itabira em seis minutos

Devido proximidade entre o presídio e a barragem de rejeito de minério de ferro, autoridades discutem a transferência da unidade prisional para outro local ou cidade

Onda de rejeitos do Itabiruçu chega ao presídio de Itabira em seis minutos
Foto: Arquivo/DeFato

Situado na na rodovia MG-129, km 25, o presídio de Itabira está na rota da lama da barragem do Itabiruçu. Entre um e seis minutos a unidade prisional e a comunidade de Rio de Peixe seriam atingidas por uma onda de rejeitos de minério de ferro. Próximo estão os pontos de encontro 05, 06a, 06b, 08, 09, 10 e 11.

A proximidade entre o presídio e a barragem de rejeito de minério de ferro preocupa autoridades dos poderes Executivo e Judiciário. E a transferência da unidade prisional para outro local vem sendo discutida há alguns meses. No entanto, a maior dificuldade de manter o presídio em Itabira é a falta de um local tecnicamente seguro, considerando o alto número de barragens no município.

Barragem do Itabiruçu aglomera 130,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro – Foto: Esdras Vinicius

Conselhos de classe e entidades do terceiro setor de Itabira já manifestaram a preocupação com a possível transferência do presídio para outra cidade. Seis instituições assinam um documento enviado ao Legislativo pedindo “uma pauta” para discutir o assunto junto à população.

De acordo com a promotora Giuliana Talamoni Fonoff, o novo presídio pretendido por Itabira pode abrigar até 1.200 presos, oferecendo seis vezes mais vagas do que a estrutura atual comporta. Unidade hoje tem capacidade para 194 detentos, mas abriga 250; com a realização de obra, serão 1.200 vagas.

Após a definição do local onde o presídio será construído, a previsão é que as obras levem em torno de um ano e meio. O custeio será arcado pela Vale.