PM reage a assalto e mata ladrão em Monlevade

Crime aconteceu no bairro Vila Tanque, em frente à faculdade Doctum

PM reage a assalto e mata ladrão em Monlevade

Atualizada às 8h de 2/06.

Um homem foi morto na noite dessa segunda-feira, 1º de junho, em frente à faculdade Doctum (antiga Funcec), em João Monlevade. A vítima é um ladrão que teria tentado roubar a moto de um policial que estuda na instituição. A ocorrência foi registrada na rua Dezesseis, no bairro Vila Tanque.

O policial, que é um sargento da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente, em João Monlevade, foi abordado quando estacionava sua moto Yamaha/Fazer em frente ao portão principal da faculdade. O PM contou que o jovem se aproximou, sacou um revólver calibre 38 e anunciou o assalto exigindo as chaves da moto, o capacete, a carteira e o celular.

Após entregar o telefone e o capacete, temendo que fosse reconhecido pelo assaltante ao entregar a carteira com todos os seus documentos, o militar sacou sua arma de fogo e anunciou que era militar, momento que o rapaz teria feito menção de atirar. O policial, então, efetuou três disparos contra o assaltante.

O rapaz morto foi identificado como Fernando Tiago Martins, o “Fernandinho”, 17 anos. Ele era conhecido no meio policial pela prática de diversos assaltos a postos de combustíveis em Bela Vista de Minas, Nova Era e João Monlevade, e até por suspeita de homicídio. O jovem era natural de Timóteo, no Vale do Aço, mas morava no bairro de Lages, em Bela Vista de Minas.

A perícia da Polícia Civil foi acionada e constatou quatro perfurações no braço direito, na perna direita e nas costas do rapaz. Após os trabalhos técnicos, o corpo foi removido e encaminhado para o necrotério do Cemitério do Baú.

O capitão Márcio Conrado, subcomandante da PM de Monlevade esteve no local e disse que o militar que atirou no assaltante foi levado para o quartel da polícia e depois seria apresentado ao delegado de plantão. A arma dele foi apreendida.

Segundo o major Jayme Alves, comandante da PM na cidade, o militar agiu em legítima defesa e todas as providências legais estão sendo tomadas para garantir a segurança jurídica do caso. O policial disse que vai ouvir o comandado e as testemunhas. “O militar não estava trabalhando e utilizou arma particular, mas agiu em uma ação em defesa de sua própria vida. O jovem que veio a óbito estava envolvido em vários roubos e possivelmente em um homicídio. A ocorrência será encerrada na delegacia por ter sido um crime comum”, disse Jayme Alves.