Presidência da Câmara de Itabira deve voltar a ser de dois anos

Atual presidente da Câmara de Itabira, Rodrigo Diguerê, avalia que mandato de dois anos é melhor

Presidência da Câmara de Itabira deve voltar a ser de dois anos

Tramita na Câmara de Vereadores de Itabira um Projeto de Resolução que propõe alteração na Lei Orgânica do Município para que o mandato de presidente do Legislativo volte a ser de dois anos. O tempo de ocupação da principal cadeira da Casa tem sofrido constantes mudanças.

O mandato de presidente era de um ano até o fim de 2012, quando, por articulação do ex-vereador Tião da Antena, passou a ser de dois anos a partir de 2013, com início da nova legislatura. Rodrigo Diguerê (PV) assumiu a cadeira e permaneceu até o fim de 2014. Quando o pevista deixou a presidência, a regra já havia mudado novamente, voltado para um ano. Solimar Silva (SD) foi o presidente em 2015. Depois, o próprio Diguerê retornou para ficar até o fim de 2016.

Segundo Diguerê, a mudança atente a um desejo do próximo governo. Ele disse ter conversado com aliados de Ronaldo Magalhães (PTB) para ajudar na tramitação da proposta. O atual presidente, que passou pelos “dois modelos” de prazo, afirma que o tempo maior é melhor para o gestor fazer seu trabalho.

“Um ano de presidência gera mais oportunidades e dois anos gera mais condição de trabalho. No aspecto de gestão, obviamente, dois anos são muito melhores para que se faça um trabalho. Até que você tenha um entendimento das estruturas e tenha condições de conhecer melhor, um ano já foi. Eu tenho a experiência de um mandato de dois anos e outro de um ano, realmente é completamente diferente a dinâmica”, argumenta o pevista.

Por se tratar de uma matéria que altera a Lei Orgânica, o Projeto de Resolução precisa observar um calendário próprio de tramitação. Também é exigido que a aprovação seja por maioria absoluta: 12 votos. “É um projeto benéfico para a população. Cabe agora o entendimento dos vereadores. São 12 que precisam ter esse entendimento. E, se assim for, será alterado”, afirma Diguerê.


Rodrigo Diguerê tem interesse em continuar na presidência, mas Allaim Gomes é forte concorrente

Movimentações

Com a mudança no prazo de presidência encaminhada, resta saber quem ocupará a principal cadeira do Legislativo no ano que vem. Dois vereadores eleitos, Allaim Gomes (PDT) e André Viana (PTN), já declararam interesse. Os dois são da base do prefeito eleito Ronaldo Magalhães. Outro aliado do petebista, Neidson Freitas (PP), também estaria de olho na presidência, segundo informações de bastidores.

O atual presidente, Rodrigo Diguerê, é mais um que vê com bons olhos a possibilidade de continuar a ocupar a cadeira. Ele, no entanto, corre pelas beiradas, já que não é da base de Ronaldo Magalhães. O pevista adota discurso cauteloso, diz que não é candidato, mas não esconde a vontade de se manter na presidência do Legislativo.

 “A gente não pode descartar a possibilidade. Eu não sou um candidato nato ao cargo, mas, no decorrer de agora até o dia 1º de janeiro, se houver a possibilidade, eu me sinto preparado para representar. Não vou lançar-me como candidato, mas entendo que a experiência possa atrair algumas pessoas tanto buscando apoio quanto para me apoiar”, disse Diguerê. “A gente vai conduzindo dessa forma, bem tranquilo, mantendo o compromisso com a presidência atual, até o dia 31 de dezembro. Vou deixar a casa em ordem e, se for da vontade de Deus e dos colegas, no dia 1º de janeiro a gente vai estar conversando também. Mas não é uma candidatura minha”, completou.