
Internautas encaminharam várias reclamações à redação de DeFato Online nesta semana sobre a quantidade de veículos que aguardam na fila para serem vistoriados na Delegacia de Polícia Civil, em Itabira. Segundo um dos reclamantes, identificado como João Gomes, por volta das 23h da última terça-feira, 27 de maio, ele contabilizou 31 carros e 20 motocicletas que aguardavam atendimento para emplacamento e transferência no dia seguinte. Já nesta manhã de quinta-feira, ele informou que a fila já estava na avenida Cauê, esquina do SJ Supermercado, no bairro Campestre.
O delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares Neto, em entrevista ao Programa Vagner Ferreira, da Rádio Caraça, informou que a polícia trabalha atualmente com um déficit de escrivães e investigadores, o que acaba comprometendo os serviços de vistorias. Segundo ele, há um grande aumento no número de veículos e, em contrapartida, uma redução na quantidade de investigadores. Tavares informou que é complicado deslocar os funcionários que atuam na investigação de crimes para as vistorias.
Questionado se a lei permitiria que funcionários fossem “emprestados” para este trabalho, como acontecia antes, ele disse que é permitido, mas não recomendável. “A vistoria é algo muito específico, com funcionário capacitado, que deve ter responsabilidade penal e administrativa”, afirmou o delegado. Para ele, veículos com irregularidades poderiam passar na inspeção, o que mais à frente seria um problema para os proprietários que, por exemplo, quisessem transferir para outro Estado. “É uma série de fatores que, combinados, geram um transtorno para as pessoas”.
Itabira possui aproximadamente 60 mil veículos registrados, o que para o delegado “é assustador”. Em até 30 dias, segundo ele, a situação será regularizada.
Taxa à Polícia Civil
Ele aproveitou para esclarecer que foi procurado por muitas pessoas interessadas em saber sobre a taxa paga para a transferência de veículos. Paulo explicou que toda taxa paga ao Estado deve ser recolhida pelo banco. “Não existe dinheiro pago diretamente para a Polícia Civil”, ressaltou.
