Público feminino participa ativamente da peça apresentada na Fazenda do Pontal
Baseada em pesquisas documentais, a peça se passa no ano de 1897
Por uma hora e trinta minutos, uma das salas da Fazenda do Pontal tornou-se um hospício para mulheres. A peça Hysteria, apresentada nessa sexta-feira, 19, fez o público voltar no tempo e conviver, diretamente, com os dramas das personagens. À medida que a tarde ia embora e o ambiente tornava-se mais escuro, a impressão era de que se tinha conhecido a vida das internas ao longo de um dia inteiro.
Já na entrada, as pessoas que aguardavam o espetáculo foram divididas em duas filas: uma para os homens e outra para mulheres. Eles entraram primeiro e ficaram de um lado da sala; elas foram chamadas depois por uma das atrizes que, já incorporada ao papel, organizou o posicionamento das “novas pacientes da clínica” nos bancos de madeira e no chão.
Baseada em pesquisas documentais, a peça se passa no ano de 1897 e promove uma interação contínua das atrizes com a plateia feminina, que acaba compartilhando informações da própria vida. Em alguns momentos, o público ri das histórias e desejos das personagens; em outros, sente-se compadecido diante das angústias e situações que as mulheres viviam naquela época e local.
Essa foi a segunda apresentação do Grupo XIX de Teatro no 39º Festival de Inverno de Itabira. A primeira ocorreu na tarde de quinta-feira, 18. O teatro foi encenado pelas atrizes Janaína Leite, Evelyn Klein, Juliana Sanches, Tatiana Caltabiano e Mara Helleno, sob a direção de Luiz Fernando Marques.
