Tradição africana e afro-brasileira são abordadas na oficina “Livre-corpo-livre”

Os participantes fazem uso de objetos como bastões de madeira, pedras de cascalho

Tradição africana e afro-brasileira são abordadas na oficina “Livre-corpo-livre”

Durante dois dias, adolescentes terão a oportunidade de desenvolver a percepção da literatura por meio do corpo, na oficina “Livre-corpo-livre / Palavra, som e movimento”, que integra o 39º Festival de Inverno de Itabira. O multimídia e professor da oficina, Benjamin Abras, de Belo Horizonte, instiga nos alunos a criação poética por meio do corpo e da voz.

Os participantes fazem uso de objetos como bastões de madeira, pedras de cascalho para trabalhar o lado literário e corporal. “Na prática, será a criação performática através da literatura, música de tradição africana e afro-brasileira”, explica o professor. O processo envolve música, dança, teatro, performance, elementos da capoeira e de outras manifestações da cultura popular.

A aluna Fernanda Cristina afirma estar gostando da oficina e ressalta seu desenvolvimento na parte instrumental já neste primeiro dia de encontro. A jovem, que por um tempo tocou pandeiro em igrejas, estava afastada da vivência musical. “Tudo está sendo muito bom, mas o que me chamou mais atenção foi a área de instrumentos e os passos”, declara. Ao encerramento, os alunos levarão poemas à escolha e farão uma apresentação, na qual irão demonstrar o aprendizado musicando-o, dançando e tocando. A oficina é ministrada no Museu de Itabira até esta sexta-feira, 19.

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