Uma itabirana em Paris

Com a obra Angel.us – a fuga para o Egito, Isabela Couto entrará para o rol dos talentos que passam pela galeria do Louvre. A exposição acontecerá nos dias 26 e 27 de outubro

Uma itabirana em Paris

Os dias 26 e 27 de outubro de 2013 ficarão marcados na vida de Isabela Couto Machado. Afinal, não é todo artista que tem o privilégio de expor uma obra no Museu do Louvre, em Paris, um dos maiores e mais famosos do mundo. A artista plástica conterrânea de Drummond, que começou a pintar há apenas nove anos, se assustou com o convite. Com a obra intitulada Angel.us –  a fuga para o Egito, Isabela entrará para o rol dos talentos  que passam pela galeria Carrousel de Louvre, uma espécie de vitrine de novos artistas.

Isabela nasceu em Itabira, tem 35 anos e atualmente mora em Betim. Com fortes inspirações nos temas sacro-católicos, seu trabalho é fruto das experiências vividas por quatro anos em uma comunidade católica em Arcoverde, sertão de Pernambuco. Sua história com as telas e tintas começou em 2004, quando retornou a Minas Gerais. Como ela própria descreve, “inventou” de comprar materiais e pintar o que viesse à cabeça. Com o “experimento”, criou mais de 40 obras. A maioria foi vendida, outra parte dada de presente e algumas rasgadas pela própria artista, por não achar o resultado satisfatório.

A itabirana participou de uma exposição no Betim Shopping e na Casa de Cultura Josephina Bento, ambas em 2005, além de ter seus trabalhos divulgados em importantes publicações especializadas. “E assim o fiz até 2006, quando interrompi essa atividade para ingressar no serviço público”, conta.

No período em que não conseguia conciliar a pintura e a carreira, os questionamentos eram sempre os mesmos: quando voltaria a pintar? Para alegria dos admiradores, ela voltou a usar e abusar do privilegiado dom em 2012, “com muito ânimo”.

Determinada, Isabela mantinha contato com um curador do Rio de Janeiro, planejando expor suas obras na Cidade Maravilhosa. Ao visitar o site da itabirana (www.laartb.com), o curador gostou do que viu e apresentou a artista à Madame Diva Pavesi, presidente da Divine Édition e da Divine Académie des Arts, Lettres et Culture e responsável pela edição francesa da revista Caras. A artista encaminhou à Diva Pavesi cinco fotos de suas obras. Recebeu, em seguida, o convite oficial via correio eletrônico.

Demorou um pouco para a “ficha” cair. Quando abriu o email, Isabela imaginou que tudo não passava de uma brincadeira. Agora que tem certeza de que o reconhecimento é algo real e possível, suas perspectivas são as melhores. “Já vi que é tudo verdadeiro, então a expectativa é a de que tudo isso se multiplique em muito trabalho”, finaliza a itabirana. A ela, bonne chance.