Vale toca música clássica em teste de sirenes da barragem de Santana; ouça
Nada de “atenção!”. No lugar da voz que já se tornou famosa em simulados ou toques por engano de sirenes em Minas Gerais, a Vale usou música clássica para testar os equipamentos que compõe o plano de emergência da barragem de Santana, entre Itabira e Santa Maria de Itabira. O som foi emitido na manhã […]
Nada de “atenção!”. No lugar da voz que já se tornou famosa em simulados ou toques por engano de sirenes em Minas Gerais, a Vale usou música clássica para testar os equipamentos que compõe o plano de emergência da barragem de Santana, entre Itabira e Santa Maria de Itabira. O som foi emitido na manhã desta terça-feira, 7 de maio, nas comunidades do Gaspar e Córrego da Lage.
A atividade nesta terça-feira foi um teste mais interno das equipes da Vale envolvidas nos Planos de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) da mineradora. Das sete sirenes instaladas ao longo das comunidades mais próximas à represa de Santana, apenas duas foram ativadas. O acionamento foi feito por um técnico, que utilizou um guindaste para ser erguido até um painel no corpo do equipamento.
Ao longo da rodovia MG-120, funcionários da Vale e equipes contratadas para aplicação do PAEBM nas cidades da região se espalharam para uma eventual necessidade de conversar com moradores ou motoristas. Com apoio da Polícia Rodoviária Estadual, também foram entregues panfletos a condutores que passaram pelo trecho.

Apesar de a Vale ter informado nos últimos dias que o som das sirenes poderia alcançar comunidades como Gaspar, Córrego da Lage, Flor do Vale, Cordeiro e Morro Santo Antônio, a música emitida pelos equipamentos não ganhou grandes proporções. Segundo um funcionário da mineradora comentou com a reportagem de DeFato Online, o áudio estava minimizado a 10% de sua capacidade real.
O mesmo funcionário descreveu a atividade de teste como uma das etapas da fase de comissionamento das sirenes. Esse processo assegura que os sistemas e componentes estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais. “É como montar um carro. Antes de ele ir para as ruas, tem toda a fase de testes. Não podemos pular etapas”, comparou o técnico.
Funcionário há mais de um ano da fazenda onde uma das sirenes está instalada, na comunidade do Gaspar, Tadeu dos Reis, 65 anos, disse não ter muitas preocupações com a proximidade do instrumento e da barragem de Santana. Para ele, o fato de a estrutura represar apenas água é um fator tranquilizante. “Aqui não tem rejeito de minério. Perigoso é o rejeito. Sei que tem umas barragens mais perigosas aí para baixo”, comentou.

Veja o vídeo e ouça a música emitida pelas sirenes da Vale: