Vereador afirma que prefeitura poderá demitir vigilantes das escolas de Itabira

Escola Municipal Professor Alfredo Sampaio, no distrito de Senhora do Carmo

Vereador afirma que prefeitura poderá demitir vigilantes das escolas de Itabira
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Vigilantes que fazem a segurança das escolas rurais de Itabira podem ser dispensados dos postos. O município está enxugando custos e, no lugar da vigilância patrimonial, o governo estuda utilizar tão somente equipamentos de segurança, como câmeras e alarmes. O trabalho de ronda atualmente é feito por funcionários contratados pela Itaurb.

A questão foi levantada na última semana pelo vereador Reginaldo das Mercês Santos (PTB), ex-administrador do distrito de Senhora do Carmo. Ele fez um apelo à equipe do atual prefeito de Itabira e colega de partido, Ronaldo Magalhães, para que reveja o assunto em prol dos trabalhadores.

Reginaldo afirmou que vigilantes que trabalham em escolas da região do Carmo e Ipoema o procuraram recentemente. Esses funcionários estariam sob aviso prévio, para deixarem em breve suas funções. São moradores de localidades como Bom Jardim, Machado, Turvo e Duas Pontes.

O vereador manifestou consternação com o caso. Citou tentativas de furtos e depredação do patrimônio e disse que cortar o serviço da vigilância nas comunidades rurais pode resultar também no fechamento das escolas, haja vista o número reduzido de alunos.

“Sem escola rural, a comunidade morre. A gente presenciou isso no passado, quando foi fechada a escola da comunidade da Serra dos Linhares”, lembrou, ao comentar o assunto no plenário.

Para o parlamentar, o município poderá tirar o ganha-pão de famílias carentes. “Estamos em época de crise e isso vai gerar mais desemprego para a comunidade. Não estou aqui para ser oposição, mas esse é um caminho errado. Estão economizando na parte operária. Tem onde cortar, mas cargos comissionados e não cargos operários”, disse, indignado.

Redução de despesas

O líder do governo na Câmara de Vereadores, Allaim Gomes (PDT), não confirmou a dispensa dos vigilantes. Disse, no entanto, que a administração estuda meios de enxugar custos em todos seus contratos vigentes.

“O prefeito não abre mão de reduzir 30% dos custos, isso para não haver déficit. Mesmo assim, houve um déficit de R$ 2 milhões nas contas de janeiro. Ainda não há uma definição sobre isso mas, onde tiver de ser cortado, será cortado”, pontuou Allaim.