Kalil proíbe entrada de ônibus de Lagoa Santa em BH
Ação do prefeito da capital é uma resposta ao decreto do prefeito de Lagoa Santa, que não proibiu o fechamento do comércio como medida de prevenção à pandemia da Covid-19
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou que proibirá a entrada de ônibus vindos de Lagoa Santa na capital a partir da próxima segunda (6). A medida é uma resposta ao último decreto do prefeito de Lagoa Santa, Rogério Avelar (PPS). A publicação recomenda, mas não proíbe, o fechamento do comércio na cidade, como medida de contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Alexandre Kalil, que suspendeu o alvará de funcionamento dos comércios não essenciais em BH desde o dia 20 do mês passado, disse a cidade vizinha se tornou em um “balneário de férias irresponsável”. O prefeito da capital também mencionou que comunicou a decisão ao governador Romeu Zema (Partido Novo).
“Conversei com o governador hoje. Disse: ‘governador, o hospital que nós estamos fazendo – tanto o senhor, no Expominas, como eu, no Mineirão – não dá pra atender a festança que está sendo feita em Lagoa Santa’. Então, não venham contaminar quem não quer ser contaminado”.
Por meio de suas redes sociais, Romeu Zema se pronunciou sobre a conversa que teve junto à Alexandre Kalil. O governador disse que relembrou ao prefeito da capital que Lagoa Santa “é rota para escoamento de produtos essenciais” para BH. Na sequência, Kalil explicou que a proibição da entrada se dará apenas para os ônibus. Carros, ambulâncias, caminhões e outros veículos vindos de Lagoa Santa poderão entrar na capital.
Publicado por Romeu Zema em Quinta-feira, 2 de abril de 2020
Pela “busca de soluções de consenso”
Em nota, a Prefeitura de Lagoa Santa se manifestou sobre a declaração do prefeito da capital. O município expôs que “respeita a autonomia do município de Belo Horizonte”. No entanto, reitera que prevalecerá, em Lagoa Santa, “o diálogo profícuo e a busca de soluções de consenso que possam atender o interesse da nossa população”.
A reportagem da DeFato tentou contato com a Prefeitura de Lagoa Santa para saber a quantidade de linhas de ônibus afetadas com a decisão de Alexandre Kalil, mas não obteve retorno.




