Bernardo Rosa afirma que investigação sobre conduta de Luiz Carlos não significa cassação: “Fake News”
Segundo o vereador, há uma tentativa de distorcer o que foi aprovado pela Câmara, onde o procedimento instaurado contra Luiz Carlos é apenas investigatório e ainda está em fase inicial
O vereador Bernardo Rosa (PSB), líder de governo na Câmara Municipal de Itabira, reagiu ontem (26), ao clima de tensão vivido no Legislativo itabirano nas últimas semanas e acusou o vereador Luiz Carlos de Souza “Luiz Carlos de Ipoema” (Podemos) e alguns de seus apoiadores de espalharem “fake news” ao afirmarem que já existe um processo de cassação em andamento contra o parlamentar.
Segundo Bernardo Rosa, há uma tentativa de distorcer o que foi aprovado pela Câmara, onde o procedimento instaurado contra Luiz Carlos é apenas investigatório e ainda está em fase inicial. “Não tem nada ainda falando de cassação”, afirmou. “O que a Câmara instaurou aqui foi um procedimento normal de investigação, com direito de defesa e contraditório”. Bernardo Rosa explicou que somente após a conclusão dos trabalhos da comissão poderá existir um relatório apontando se há ou não motivos para continuidade do processo. Até lá, segundo ele, falar em cassação é antecipar etapas e induzir a população ao erro.
A denúncia apresentada à Câmara sustenta que o vereador de Ipoema teria adotado condutas “abusivas, vexatórias e incompatíveis com o decoro parlamentar” em fiscalizações e abordagens realizadas em unidades de saúde e órgãos públicos do município. O documento cita quatro episódios de Luiz Carlos envolvendo servidores públicos municipais ao longo de 2025, registrados em boletins de ocorrência e encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Na segunda-feira, Bernardo Rosa havia dito: “Não tem ninguém falando que é processo de cassação, isso é inverdade que está sendo noticiada, isso é fake news”. Ao ser questionado sobre quem estaria propagandeando informações falsas, ele disse que não era por parte dos veículos de comunicação.
“Não é pela imprensa, é pelo vereador e as pessoas que se dizem apoiadores a ele, que usam essa terminologia de “estão querendo caçar”, quando de fato não tem nada de cassação ainda”.

Ataques de Luiz Carlos foram seletivos, afirma
Ao comentar o cenário atual da Câmara, Bernardo Rosa disse que a linha de defesa não deve ser baseada em ataques políticos ou pessoais. “Linha de defesa não é ataque”, pontuou. Outro ponto criticado pelo líder de governo foi o que chamou de ataques “parciais e seletivos” contra vereadores que votaram favoravelmente à instauração do procedimento investigatório. De acordo com ele, apenas os parlamentares que apoiaram a abertura da apuração passaram a ser alvo de críticas e confrontos.
“Os ataques foram àquelas pessoas que votaram pela instauração do procedimento investigatório. Quem votou contra não teve nenhum tipo de confronto ou ataque”, afirmou. “Então, é muito parcial, seletivo.”
O vereador ainda defendeu que a abertura da investigação deveria ser vista como um procedimento natural do Legislativo diante de uma denúncia formalizada. Segundo ele, a instauração da comissão não representa condenação prévia. “Poderia ser qualquer um dos 17 vereadores. Até se eu fosse denunciado, eu votaria para instaurar, justamente para dar oportunidade daquela pessoa provar que está certa”, declarou
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